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5 dicas básicas de escrita

Empreendedores têm uma gama enorme de cursos, workshops, aulas, palestras, consultorias para ajudá-los em seus projetos, negócios, empresa. Investem tempo e dinheiro cercando-se das principais ferramentas para minimizar erros e riscos. Perfeito. Assim que deve ser. No entanto, pecam em algo simples que pode colocar tudo a perder: a escrita.

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Não estou nem falando da estratégia de comunicação. Estou voltando ao básico: o bom uso das palavras. De nada adianta carregar o Canvas debaixo do braço ou ter o pitch na ponta da língua se na hora de escrever uma apresentação, um post ou um email, que seja, a mensagem está truncada. O seu texto também faz parte do seu branding.

Vivemos, atualmente, no modo acelerado. Tudo é pra ontem. Muitas vezes, nem é, mas nos sentimos sempre na urgência, em débito, correndo . E então as palavras saem como cuspidela. Não pode. Senta e respira antes de escrever para convidar aquele potencial cliente para um café. Pensa nas palavras certas quando for se apresentar em um grupo no facebook. A escrita conecta. A escrita emociona. E diz muito mais sobre você (e seu negócio) do que você pode imaginar.  Seguem cinco dicas básicas:

 

1.

CLAREZA

Primeiro pense qual a mensagem quer passar. Isso é o primordial. Não importa se é uma super apresentação ou se é apenas um email convidando alguém para uma reunião. As informações básicas são as mais importantes. 

 

2.

CURTO

Se a ideia não é escrever um artigo, não se alongue. Manja o “encher línguiça?” Fuja.

 

3.

AUTÊNTICO

Você tem um jeitinho só seu, sua marca também. Como traduzir essa  expressão única em palavras? Enconte sua voz. Ela é só sua.

 

4.

SEM PEDANTISMO

Cuidado com o auto elogio exagerado. Não confunda confiança e auto estima com arrogância.

 

5.

SEM SE APROPRIAR DE EXPRESSÕES NADA A VER COM VOCÊ

A internet é fértil em produzir gírias e expressões da moda. Se essas expressões não têm nada a ver com você, não use.

Branding da gentileza

Por Juliana Mariz

No dia 19 de setembro tivemos um encontro com Karina Arruda, sócia da consultoria em comunicação e negócios Inspiral. Formada em jornalismo, Karina desviou a carreira para o marketing e trabalhou em grandes empresas como a Motorola, Tim e Gazeta Mercantil. Em uma temporada no exterior, estudou coolhunting e filosofia contemporânea. À frente da Inspiral, ela realiza estudos profundos  para inspirar decisões.

Empreendedora cheia de energia, ela é capaz de virar noites para finalizar uma apresentação que pode fazê-la conquistar uma conta. Ou manda cartinha gentil pedindo encontro com potencial cliente para expor ideias. Com um otimismo contagiante, bota fé nos empreendedores, mas foge das fórmulas mágicas para se chegar ao sucesso.

Num papo informal, ela me contou sobre esse conceito de "Branding da Gentileza" e o quanto ele poderia contribuir para mudarmos paradigmas de como fazemos negócios. "O novo empreendedorismo é muito autoral, portanto, muito capaz de criar ações que nada mais são cuidado com os detalhes, com a comunicação", disse Karina. 

As estratégias, que passam longe dos manuais dos gurus, seriam bastante adequadas para os negócios das comadres. Resolvemos, então, fazer um encontro para que ela pudesse expor essas ideias. Criar negócios, falar com o cliente, vender serviços ou produtos todo mundo faz. Mas com gentileza são poucos.

A seguir, uma pincelada sobre o "Branding da Gentileza" discutido no nosso encontro:

 

1. Gentileza é empatia - vamos olhar para os outros com maus cuidado? Para os outros = cliente, parceiro ...

2. Gentileza pede licença - não seja invasivo. Propaganda por whatsapp, por exemplo, é desagradável.

3. Gentileza cria redes - não há problemas de você falar com outras pessoas do seu negócio, trocar ideia. No mundo corporativo, a reserva de informações é comum e só atravanca os negócios. Compartilhar faz a gente se conectar, se apoiar. Se essa rede não existe, o negócio também não.

4. Gentileza ensina reciprocidade - quando você se comunica gentilmente com um cliente, você o desarma e ainda mostra que esse caminho é possível.

Karina deu um exemplo bastante interessante sobre essa ideia de que o novo empreendedorismo compartilha conceitos, divide segredos.

Trata-se do Brownie do Luiz, marca carioca que fabrica o doce embalado em latinhas simpáticas. Eles divulgaram nas redes sociais a receita e incentivaram os consumidores a fazerem o doce também. Foi uma enxurrada de fotos e menções à marca. 

Veja aqui

Outros exemplos de gentileza ? Uma cartinha escrita a mão, personalizar uma embalagem, abraçar uma causa e, sobretudo, simplesmente fazer o que é certo.

Vamos colecionar histórias de marcas que atuam com gentileza?

Se souber de alguma, mande pra gente: oi@comadre. me