inspiração

Qual livro está no seu criado-mudo agora

Oi, Cos, 

“Você está lendo De Lamare?”, perguntou a senhora pra jovem mãe ao meu lado. A moça, com cabelo curtinho e rosto de interrogação, disse que nessa fase não estava conseguindo ler nada. Eu sorri e pensei: quantas maternidades cabem no espaço entre aquela senhora e a mãe com seu bebê no carrinho? Quantas maternidades cabem entre De Lamare, o médico que vendeu mais de 5 milhões de exemplares do clássico “A vida do bebê”, e Laura Guttman, Carlos Gonzales ou os trocentos feeds sobre o assunto? Milhares? Não, apenas uma. Maternidade só tem no singular. Incomparável e única. Tão particular quanto aquela pilha de livros crescendo no seu criado-mudo.

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Aliás, qual livro está no seu criado-mudo agora? Quais foram os últimos três que você leu? Adoraria saber. E nem precisa ser relacionado com maternidade, viu !?

Vou contar aqui os livros mais significativos que li esse ano, por enquanto:

1. O sol é para todos, Harper Lee
Um dos meus preferidos por defender valores nobres para uma sociedade, como empatia, igualdade, verdade e justiça 

2. Autocompaixão, Kristin Neff
Que conceito profundo! Se diferencia de autoestima e autopiedade e é carregado de benefícios. Um treino!

3. Mulheres e Poder, Mary Beard 
Panorama histórico do silenciamento feminino. Para saber para onde vamos, precisamos entender de onde viemos

4. Deixe a peteca cair, Tiffany Dufu
Os questionamentos da americana Tiffany Dufu começaram quando ela percebeu que teria de brecar sua carreira com o nascimento do primeiro filho. Ela reflete, então, sobre equalizar carreira e maternidade, dividir tarefas com o parceiro, alinhar expectativas... Me trouxe insights e dicas que parecem interessantes -- mas que ainda não coloquei em prática | ( 

E para finalizar essa cartinha, uma lista de listas indicando livros e outras cositas mais. Divirta-se.

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Da revista PEGN vem uma seleção de livros para mães empreendedoras. Aqui.

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Livros impiedosos sobre a maternidade. Vai encarar? Clica aqui.

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Eu assino a newsletter do Leia Brasileiros. O autor, Giovanni Arceno, manda, diariamente, um trecho de uma obra literária escrita por um brasileiro (a). É meu oráculo literário todas as manhãs. Se quiser assinar, vem aqui.

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E para finalizar, colo aqui o link do curta metragem ganhador do Oscar de 2012 "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore". São quinze minutos de pura poesia e um manifesto para deixarmos a literatura colorir nossa vida.

Obrigada. Seguimos!
Ju Mariz 

Manifesto 2018 - um pouquinho sobre quem somos e pra onde vamos

Oi, Comadres, Ju Mariz falando.

Um esboço do que seria o Co.madre surgiu quando me tornei mãe, em 2010. A maternidade me trouxe inseguranças, angústias, medos, desafios, quilos a mais, sono e uma incrível compaixão pelas mulheres que estavam na mesma situação que eu. Havia os aspectos emocionais, mas também os práticos: como conciliar tudo, como organizar a infra, como cuidar da carreira, como tocar os projetos…  

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Criação do nome, grupo no facebook, projetinho num pedaço de papel e primeiros textos aconteceram em 2013. Imaginava que seria apenas um lugar onde pudéssemos postar conteúdo e trocar ideias. De repente, estava encarando o Co.madre como empresa. Ousava até dizer que eu era empreendedora. O fato é que com isso fui atrás de cursos, pessoas, autoconhecimento. Se o Co.madre acabasse hoje -- buáááá -- garanto que o processo que vivi e tenho vivido já teria valido super a pena.

Quando olho para trás vejo como o Co.madre evoluiu e como eu evolui. Desde 2015 minha irmã, Fernanda, é minha parceira na empreitada. Não só isso que mudou, óbvio. A trajetória do Co.madre segue uma evolução conceitual. Lá no começo eu achava que a grande questão a ser resolvida era a de ajudar a mulher-mãe a equilibrar maternidade e carreira para ela ser mais feliz. Engano. Esse equilíbrio não estava apenas nas mãos dela. A maternidade não é uma questão restrita à mulher. Sociedade, poder público, empresas, o companheiro (a) fazem parte desse cenário. Não dá para excluir nada. Vamos mirar nossa artilharia em tudo isso com as ferramentas que temos em mãos: encontros, postagens, textos, palestras, rodas de bate papo, e-books.

Mas o verniz do Co.madre é a empatia, o acolhimento, a compaixão. É dessa forma que conseguimos fluir. Nossa intenção é fazer projetos que acolham mães. Criar uma roda de conversa sobre carga mental ou um workshop sobre finanças pessoais vai ajudar, de alguma maneira, essa mãe? Ótimo. É isso que faremos.

Então, segue aqui um apelo. Se você acha que faz sentido pra você, que, de alguma forma, o que escrevi "cola" nos seus anseios, vem com a gente. Estamos no virtual -- com site, grupo no face, instagram, newsletter -- mas adoramos um olho no olho. De preferência com bolinho e café. ;)

Nossa espinha dorsal é essa aí. Mas a vida é fluida. A gente constrói juntas, muda a rota, pega atalho e está entusiasmada com o que 2018 nos reserva.

# Seguiremos com a Consultoria Coletiva, nosso projeto que ajuda mulheres a empreender dando "inputs" e insights. A próxima será no dia 1 de fevereiro e já já contaremos mais por aqui.

# Teremos uma segunda turma do grupo de Mindfulness com a Fabiana Saes logo em fevereiro. Infos daqui a pouquinho.

# E faremos rodas de conversas, informais e inspiradoras, sobre diversos temas. Queremos falar, escutar, compartilhar.

E estamos planejando muitas, muitas outras novidades.

Obrigada por estar conosco. De coração.  

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz

Felicidade se encontra em horas de descuido, já dizia Guimarães

Guimarães Rosa escreveu que "felicidade se acha em horinhas de descuido". Amo essa frase. E foi durante a pausa de Ano Novo que descobri que tive muitas horinhas de descuido em 2016. Listei o que me deixou feliz no ano. Uma notícia que li que me arrancou sorrisos, um livro que me arrebatou pra sempre... Quem sabe serve também pra você como um "shot" de inspiração e o pontapé para um 2017 afável? 

 

1 :) 
O Co.madre organizou 19 encontros por onde passaram cerca de 130 pessoas. Caraca, meu.

2 :)
O discurso da Madonna encheu a gente de esperança. Clica aqui  pra ver.

3 :)
Celina Turchi, brasileira que identificou a relação do vírus zika e a microcefalia acaba de ser considerada uma das dez cientistas mais influentes de 2016 pela revista Nature.

4 :)
Fomos assoladas pela febre Ferrante. Os livros da escritora italiana Elena Ferrante foram lançados por aqui e ... cataploft, me arrebataram. O ponto alto é a construção de personagens femininos  Li os três primeiros volumes da tetralogia napolitana (ansiosa para a chegada do quarto) e também o livro "A Filha perdida", onde ela faz um retrato da maternidade com uma profundidade tão cortante quanto verdadeira.

5 :)
Teve ainda o livro de Martha Batalha, "A vida invisível de Eurídice Gusmão". Um retrato claro da construção do papel da mulher na sociedade e o entendimento do porquê precisamos, hoje, lutar por igualdade.

6 :)
Como eu não tinha visto ainda o filme "Mil vezes Boa noite"? Ele é de 2013 e tem Juliette Binoche no papel de uma fotógrafa de guerra e sua tentativa de conciliar profissão e vida familiar. É o conflito carreira e maternidade levada a uma potência enorme. Me fez chorar. Muito. Trailer aqui. (obrigada pela sugestão Angela Klinke)

7 :) 
Essa dica veio da comadre Maira Videira. Ela me apresentou aos lindos vídeos Voe, voa, projeto da atriz Janaína Afhonso. Com uma estética graciosa, a intenção é falar sobre afeto. Toda sexta-feira tem vídeo novo onde ela fala sobre sentimentos, propõe reflexões. Lindeza aqui.

Vamos aumentar essa lista? Manda pra gente coisas boas que aconteceram?