equilíbrio materno

Estamos cansadas e precisamos falar sobre isso

Sábado passado, dia 10, tivemos um encontro para falar sobre CARGA MENTAL

Carga Mental são aquelas atividades e decisões que exercemos quase sem perceber. São praticamente invisíveis. Nos tomam tempo, consomem energia e geram um super cansaço. Nos reunimos para trocar ideia sobre isso, compartilhar sugestões, desatar alguns nós. Foi um encontro delícia e inspirador, como sempre. O bacana foi colher algumas dicas, que agora divido com vocês. 

Quem se sente cansada põe o dedo aqui, que já vai fechar... 

Quem se sente cansada põe o dedo aqui, que já vai fechar... 

 

# A fotógrafa Dani Picoral, sócia da Saudades, galeria virtual de fotos, utiliza Trello para se organizar. Ela até nos mostrou o app, contou como facilita a rotina. Teve gente que já se inscreveu!

# Não importa se você é adepta da tecnologia ou prefere usar papel. O que vale é ser do jeito que funciona para você. Isso foi unanimidade no grupo.

# Lista de afazeres devem ser pequenas. Se você pega uma lista com cinco itens e consegue resolver três, tem uma sensação muito melhor do que conseguir liquidar três atividades em um rol de dez. Isso melhora a sensação de produtividade e alivia aquele sentimento de frustração. 

# Anote tudo o que faz. Muitas vezes temos aquela sensação de que não estamos avançando na "to do list", embora estejamos trabalhando, fazendo coisas. Isso acontece porque surgem uma porção de coisinhas que não estavam previstas: atender um telefonema, pagar uma conta atrasada, responder uns emails. Isso tudo toma tempo. E, ao escrever, você consegue ver como usou as horas, avaliar como pode se organizar de uma próxima vez, eliminar a sensação de frustração.

# "Pick your Fight" é o lema da fotógrafa Thais Shimidu. Ela acha que devemos escolher quais brigas travar. Selecionar qual batalha queremos entrar. E isso parece funcionar especialmente com os filhos. Thais escolheu desistir de se incomodar e brigar com os filhos por causa da bagunça e da "molhação" no banheiro após o banho. A escolha eliminou um cansaço mental enorme.

# O que tiver de fazer, faça de imediato. Tem de mandar o cheque pra escola do passeio, faça na hora que leu o comunicado. Tem de colocar a cartela de vacinação na bolsa, pegue e guarde na mesma hora que lembrar. Deixar a procrastinação de lado é um alívio. 

# Uma outra dica veio da coach Patrícia Ansarah. Outro dia, quando viu um prato usado pelo filho largado na casa, ela resolveu fazer diferente. Fez um bilhete para o filho como se fosse o prato. "Oi, eu sou o prato e gostaria que você me levasse até a cozinha etc" Ela resolveu uma questão persistente e chatinha com bom humor e criatividade. Quebrou um padrão. Provavelmente vai ter mais facilidade em atingir o objetivo. 

# Cultive sua rede. Cuide dela. Conte com ela. São essas pessoas que vão te ajudar, dividir o fardo com você, acolher. Seja sua família, vizinhos, pais de amigos da escola, grupo da malhação... Não importa. Forme um grupo com quem possa contar. Isso é libertador e alivia. 

# Escolha algo que te coloque em um estado contrário ao da carga mental: relaxado, leve e despreocupado. Pode ser correr, ler, meditar, pintar. Isso também foi unânime no grupo.: quem não tem uma válvula de escape, tem de escolher uma pra chamar de sua. 

Essas foram algumas das sugestões. E a sua? Mande pra gente no oi@comadre.me

#Newsletter: Baita dor nas costas

Oi, Cos, Ju Mariz aqui.

Janeiro me brindou com uma dor nas costas paralisante. Teve pronto socorro, injeção na veia, criança de férias em casa, braço formigando, trabalhos adiados, dor, remédio, apoio, vontade de gritar, tentativa de meditar, mau humor, (im) paciência, exames doloridos. Descobri uma hérnia. E entrei para o mundo das C7, espinha, vértebra, cervical, medula, nervo. A dor está 90% zerada. E agora estou mais atenta ao assunto, fazendo fisioterapia, mudando hábitos.

Durante a crise me encontrei com uma fisioterapeuta que me alertou da importância de sentar e se posicionar direito para trabalhar. Passou um filme na minha cabeça. Há oito anos eu sou free lancer. Nesse período tive duas filhas. Adotei, feliz da vida, a rotina nômade de trabalhadora autônoma com o computador no lombo. Trabalhei em diversos cafés da cidade, onde eu reparava apenas na qualidade do café e na belezura do espaço. Não pensava se mesa, cadeira, luz estavam adequados.

Uma outra fisioterapeuta deu muita ênfase à minha rotina materna. Ela também é mãe de dois e acho que sentiu empatia imediata. E comecei a reparar. Nós, mães, devemos ter propensão a sentir dor nas costas. Falo isso no sentido "figurativo da coisa": levamos tudo nos ombros. E também no físico, claro. Pode reparar ao redor. É mãe carregando mochila do filho, outra segurando um outro no colo, mãe com diversas sacolas de supermercado em um braço, o computador no outro.... 

Não quero dizer com isso que todas teremos dor nas costas. Não, você não terá. Mas fica uma lição: vamos nos cuidar mais. Por favor, cuidem-se com amor. 

Isso tudo dito, quero fazer um convite a vocês.

Vamos dar início, no próximo sábado, dia 10, à uma série de bate-papos. Queremos abrir espaço para a conversa, o compartilhamento de ideias, a troca de opiniões. Cada mês um tema diferente. Dia 10 vamos falar de CARGA MENTAL.

Estão todas convidadas para conversar sobre essa demanda exaustiva e muito pouco contabilizada. Como lidar com esses afazeres quase "invisíveis"? Decisões que tomamos entre um compromisso e outro? Qual artifício usar para que isso não mine nossa energia? Queremos ouvir vocês. E nada mais "inibidor de dor nas costas" do que uma roda de mulheres conversando, rindo, trocando ideias, se inspirando, não é?

Se tiver interesse, clique na imagem para mais informações.

 

CONFRARIA COMADRE.jpg

"Mães não sentem culpa. Sentem frustração e dor."

Por Juliana Mariz

Já tentou escovar os dentes com a mão esquerda (se vc for destro) ? O exercício foi proposto na primeiro encontro do Programa de Mindfulness ministrado pela Fabiana Saes que o Co.madre organizou. Eu fiz o teste. Me senti descoordenada, mas achei divertido. Fazer algo de uma forma diferente que estamos acostumados parece banal. Mas não é. Pode ser prosaico, mas esconde um ensinamento que dá para levar para todos os cantos da vida.

Escovar os dentes com a mão esquerda é ter a oportunidade de fazer algo de uma forma diferente e observar as sensações que surgem daí. Escovar os dentes com a mão esquerda é o mesmo que enxergar uma situação de um diferente ponto de vista. Escovar os dentes com a mão esquerda é ouvir uma opinião contrária à sua.

Sábado passado estive na Casa do Brincar, em Pinheiros, para participar do Momento dos Pais, um encontro organizado pela Luciana Siqueira, da ImagemCom, que reuniu pais e mães em torno da palestra da psicóloga Cristiana Renner.

O assunto girou em torno de fazer crianças dormir, autonomia, limite… até que a culpa entrou no papo. Cristiana falou que o que mães sentem não podemos chamar de culpa . Meu olho arregalou. Acendeu uma luzinha aqui e me ajeitei na cadeira para ouvir melhor. Ela discorda da frase de que quando nasce um filho nasce a culpa da mãe.

Fiquei interessada na fala dela não só para me descadastrar do clube das mães culpadas, mas para que eu, como jornalista, não siga repetindo conceitos absolutos. Quando a gente leva a vida escrevendo, comunicando, enviando mensagens, a gente tem de ter um cuidado redobrado. Refletir, contextualizar, dar mais de uma visão de um mesmo assunto. Será que estou ajudando a minha rede se ficar repetindo que toda mãe é culpada por natureza? Vamos olhar de um novo ângulo? Vou contar o que a Dr Cristiana Renner pensa a seguir. Leia. Reflita. E, antes de dormir, escove os dentes com a mão esquerda. Garanto que é, no mínimo, divertido.

A seguir, as falas da Dra Cristiana Renner em itálico. Os títulos são meus.

Dra. Cristiana Renner na palestra na Casa do Brincar. Foto: João R Rudge

Dra. Cristiana Renner na palestra na Casa do Brincar. Foto: João R Rudge

 

USAMOS A PALAVRA CULPA DE UM JEITO ERRADO

Uma amiga me disse a frase: quando nasce um filho, ganhamos dois: a criança e a culpa. Trabalhando com isso clinicamente vejo como a gente usa esse termo “culpa” do jeito errado.

Se tenho uma garrafa cheia de água em cima de uma mesa e começo a balançar essa mesa e a garrafa cai, a culpa é minha porque fiz isso conscientemente. Sabia o que poderia acontecer.

Quando lidamos com os filhos nossa intenção é sempre muito boa. Ninguém quer sacanear o filho, todos temos boas intenções. Tudo o que a gente faz é na intenção de fazer da melhor maneira.

Então o sentimento de culpa não serve. É um nome usado de forma inadequada. A gente não faz na intenção de cometer o erro, mas somos seres humanos e erramos. Fato.  

CIRURGIA DA CARTOLINA VERDE

Vamos dar um exemplo. Vamos supor que você esqueceu de levar a cartolina verde que a escola pedia para uma atividade da sua filha. A primeira coisa a fazer é se perguntar: por que esqueceu? A resposta pode ser: porque estou cheia de afazeres, não me organizei, meu chefe está me pressionando. A partir dessa avaliação você vai decidir: pedir ajuda para o marido, pregar um aviso na geladeira, sentar para conversar com o chefe.  

Se você não parar pra olhar a situação você não vai descobrir que tem de pedir ajuda ou colocar aviso na geladeira. O problema é que ficamos no mental: esqueci a cartolina, minha filha vai sofrer bullying, não vai fazer a atividade, não vai conseguir entrar na faculdade etc… E o problema torna-se maior do que realmente é.

Quando temos uma questão como essa temos de olhar e fazer uma cirurgia dela. Até o fim. Não pode parar no meio do caminho. É a cirurgia da cartolina verde.

NÃO É CULPA, É FRUSTRAÇÃO E DOR

E tem outro ponto. A gente vai esquecer, eventualmente, a cartolina verde. Temos que saber lidar com isso e ensinar para nossos filhos a mesma coisa.

Ao sentimento de culpa podemos dar o nome de frustração e dor. Algo que a gente faz e dá errado. O importante é olhar para o problema e descobrir a solução.

HÁ MOMENTOS DE CAOS. ACEITA.

Tem momentos que não dá pra fazer a cirurgia da cartolina verde. Por exemplo, mudei meus filhos de escola e de atividades. Nossa rotina mudou toda. Foi um caos para nos adaptarmos. Eu esqueci a chave… Quando muda uma rotina, é normal que isso aconteça. Pensei que viveríamos três meses de caos, mas foram quatro. Faz parte. A imperfeição existe e lidar com ela é importante.




 

Mindfulness para pais e mães

2017 é o ano que estamos refletindo, discutindo e pesquisando sobre equilíbrio materno. Naturalmente, portanto, atraímos para o nosso lado pessoas com esse mesmo propósito. Fabiana Saes, psicóloga e instrutora de Mindfulness, é uma delas.

Quando resolveu retomar a carreira de psicóloga, Fabiana buscou alguns cursos de aperfeiçoamento e se encantou com as técnicas que estimulam a atenção plena. Além de atender em consultório, ela aplica Mindfulness em empresas, escolas e grupos fechados. Seu foco principal é estimular a construção de relações significativas nas famílias.

Toda a experiência que tem, inclusive aplicando com seu casal de filhos, ela vai compartilhar com a gente em um programa de 8 semanas.

A seguir, as informações sobre o Programa:

 

No programa de oito semanas de Mindfulness para Pais e Mães vamos:

  • Explorar as próprias expectativas e desejos, medos, raiva, frustrações e aprender a gerenciá-los com cuidado e amor
  • Aprender a encontrar espaços de calma interior para se relacionar com os filhos com respeito, consistência e amor e poder desfrutar mais dos momentos que ocorrem na vida familiar cotidiana
  • Desenvolver maneiras para evitar agir reativamente
  • Desenvolver maneiras de aumentar os pensamentos positivos
  • Desenvolver as qualidades de ouvir com total atenção ao interagir com seus filhos
  • Trazer compaixão e aceitação sem julgamento para suas interações parentais

 O programa é voltado para pessoas que desejam:

  • Aumentar o foco e a atenção
  • Melhorar o relacionamento com os filhos
  • Melhorar a reatividade excessiva às situações do dia-a-dia
  • Melhorar relacionamento interpessoal
  • Diminuir níveis de estresse
  • Melhorar produtividade
  • Diminuir sintomas de ansiedade e depressão
  • Aumentar qualidade de vida
  • Autoconhecimento
  • Mudar a maneira como se relacionam com suas vidas, como pensam e como se sentem sobre as experiências diárias

O programa inclui: 

  • Técnicas de respiração
  • Práticas guiadas de meditação
  • Apostila com atividades
  • Disponibilização de áudios com as meditações
  • Instruções para aplicações diárias
  • Discussões em grupo sobre as experiências, dificuldades e incorporação das técnicas na rotina

Metodologia:

Sobre o Programa:

  • Consiste em 8 sessões semanais de 2h cada.

Conteúdo das sessões semanais:

1º encontro: O que é Mindfulness? Saindo do piloto automático.

2º encontro: Atitudes e desafios da prática de Mindfulness. Explorando a respiração.

3º encontro: Mindfulness na vida diária. Lidando com os pensamentos.

4º encontro: Estendendo as habilidades de Mindfulness para situações desafiadoras.

5º encontro: Mindfulness, aceitação e ação habilidosa.

6º encontro: Dia do silêncio. Desafios da introspecção.

7º encontro: Mindfulness e compaixão.

8º encontro: Mindfulness para a vida toda.

 

Informações: TURMA I MINDFULNESS | CO.MADRE

 

DATAS16/08, 23/08, 30/08, 06/09, 13/09, 20/09, 27/09, 04/10

HORÁRIO: das 14h às 16h

LOCAL: Ateliê Mariana Iannuzzi | Rua Pais de Araújo, 77 - Itaim Bibi

VALOR: 3 x R$ 367,00

INSCRIÇÃO: https://form.jotformz.com/fsaes/inscricao_comadre

INFORMAÇÕES:  fabiana@brace.net.br | 96081-0404

A arte de equilibrar pratinhos

Procura-se equilíbrio. Começamos o ano discutindo esse tema em um bate-papo agradável com as coaches Thais Catalano e Tatiana Pacheco, especialistas em maternidade.

Balança, mas não cai.

Balança, mas não cai.

 

A primeira pergunta era: o que é equilíbrio para cada uma das participantes. Ouvimos conceitos como: paciência, foco, presença, angústia, leveza… Alguém também falou que equilíbrio é uma conquista impossível. Desmistificou assim, na lata.

O exercício nos mostrou que equilíbrio é algo pessoal, intransferível. Segundo as coaches, essa busca pelo equilíbrio depende muito de olharmos para nossa bússola interna e nos questionarmos sobre nossos valores e sobre o que é importante para nós. Mas elas frisaram que não há fórmula mágica.

Roda de bate-papo sobre o equilíbrio possível.

Roda de bate-papo sobre o equilíbrio possível.

Equilíbrio não se dá, não se compra, não se empresta. Os depoimentos das comadres no grupo corroboram ainda mais essa ideia. Dá uma olhada como cada uma enxerga de um jeito. E você? Qual é o seu jeito? 


Alice Salvo Sosnovski, jornalista e fundadora da O Pulo do Gato

“Tenho buscado constantemente esse tal equilíbrio e por conta dele fiz algumas reviravoltas no ano passado. Confesso que me senti mais tranquila ao ficar mais tempo com a minha filha, poder tirar férias com ela e conversar sobre coisas da vida sem pressa, mas começo a me sentir vulnerável principalmente nas questões financeiras. SP exige muito que a nossa energia seja voltada para o trabalho, aqui temos mais demandas mesmo se escolhemos uma vida sem luxo. Enfim, ele me sugeriu temperança (substantivo feminino), que é mais que equilíbrio. Significa uma serenidade diante das nossas escolhas. Achei lindo.”

Karina Arruda, sócia da Inspiral

“Na minha opinião essa equação só vem com o empreendedorismo feminino ou com uma mudança completa da estrutura ofertada pelas empresas, que precisaria ser mais livre, flexível, e sem julgamentos. Moro em SP e acho opressora para crianças. Embora ofereça mil possibilidades interessantes, sempre acreditei que é na simplicidade e na natureza que a infância encontra paz e conforto.”

Ana Viana, sócia da Buji

Já cheguei a pensar que se tivesse uma base financeira sólida (tipo "vinda do meu parceiro" por exemplo), esse equílibro seria mais fácil, mas conheço várias mães cujos filhos não dependem do sucesso financeiro delas para viver e nem por isso se sentem equilibradas, então percebi que não é só uma questão de grana. Mas eu particularmente me sinto vulnerável no que se refere a grana e tempo, sempre me perguntando se não tô tirando o tempo que deveria dar a meus filhos e dando pra carreira ou se deveria estar ganhando mais e trabalhando numa empresa que me desse mais benefícios para que eles tivessem uma situação de vida melhor. Mas pelo menos estou na luta, e sempre que posso deixo os meus filhos a par dessa batalha, das minhas escolhas e da minha fé num futuro mais próspero!”


Vivian Bravo, empreendedora da marca Carinho na Caixa

"Acredito que, como em tudo, estamos sempre voltando ao começo, às origens. As mulheres estão buscando no empreendedorismo uma forma de equilíbrio entre estas duas partes tão importantes e essenciais para nossas vidas. Em nossa cidade tão competitiva, o coração do país, essa cultura de ser sempre o melhor, competitividade super forte, as melhores oportunidades são pra quem não desiste, não pára, não tem como conciliar com uma maternidade saudável e justa. Realmente a necessidade cria caminhos, oportunidades para o novo! Como pensava Buda, o caminho do meio é a melhor forma de se conseguir o equilíbrio!"

Dani Junco, sócia da B2Mammy

Eu me equilibrei depois de entender que meu filho é incrivelmente importante, mas tenho (e quero) manter outros pratinhos girando. Eu faço um monte de coisas, mas entendi que só consigo fazer bem um de cada vez. O pratinho da culpa tomava meu dia e me levava a inovação. Ter encontrado um projeto que tem impacto social me ajudou a entender que é uma coisa maior. Estar em um rede, colaborar, ter e dar apoio para outras mães também me ajudam a manter o equilíbrio. Ah! E vôlei é sagrado, meu esporte é a melhor válvula de escape.

Em busca do equilíbrio perdido

 

Sabemos que encontrar o equilíbrio é algo pessoal e que depende de inúmeros fatores. No entanto, quero compartilhar com vocês o que eu estou fazendo, pesquisando, lendo para encontrar meu nirvana particular.

Equilíbrio, para mim, é estabelecer uma rotina pessoal que me mantenha energizada e centrada para enfrentar o que não está a meu alcance. Eu quero seguir serena mesmo se estiver com a conta no vermelho, brigado com as crianças ou sem internet.

Para facilitar que isso aconteça descobri que preciso dormir bem, me alimentar bem, fazer exercícios. Mas não basta. Ando pesquisando outras coisinhas por aqui e por ali e vou compartilhar algumas com vocês: 

Aqui tem equilíbrio.

Aqui tem equilíbrio.

 


// Respiração

Teve um  dia, semana passada, que parecia que o universo estava conspirando contra. Briga das crianças, o quibe do almoço estava estragado, o moço na rua me ameaçou etc etc etc. Cheguei para sentar e trabalhar parecendo um zumbi. Parei. Fechei os olhos Respirei profundamente várias vezes. Me fez bem e vou seguir treinando.

Aqui tem um link que fala sobre respiração para mães.

http://www.personare.com.br/tecnicas-de-respiracao-para-maes-m1455

 

// Exercício físico

Demorei a idade da minha mais velha, sete anos, para conseguir incluir, realmente, uma rotina de atividades físicas na minha vida. Me cobrava muito, mas não conseguia por causa das demandas das crianças, da noite mal dormida porque uma acordava… Hoje aprendi: fazemos o que é possível. E o possível chegou.

 

// Alimentação

Se estou desequilibrada emocionalmente, começo a comer mal. E se como mal, me desequilibro. Bola de neve, sabe? Mês de fevereiro me atrapalhei bastante ao tentar organizar a rotina das crianças. Às vezes parece que nem os astros ajudam, sabe? Resultado: cansaço e emoções desagradáveis acordam a formiguinha que mora dentro de mim. Não sei a sua, mas minha formiguinha gosta tanto de doce quanto de carboidrato. Quando percebi o desequilíbrio se aproximando do prato de comida, parei, refleti, acolhi e mudei o rumo desse cardápio. Voltei aos trilhos. O que, lembre-se, não significa ser xiita. Ao contrário. É que tem algumas coisas que eu sei que me fazem mal, me deixam lesada. Entre elas, carboidrato demais. Tenho uma crença -- que vem da cultura italiana ou resquício da infância -- que o que mata fome é carboidrato, especificamente pão, mais especificamente ainda, de queijo. Estou trabalhando a todo vapor para que essa crença seja quebrada. Farei outras escolhas. E isso é papo pra outro post.

 

// Mindfulness

Já fui a algumas palestras, estou lendo livros e baixei aplicativo sobre Atenção Plena. Acho que é uma prática viável para minha rotina. Tenho muito que aprender, mas a ideia da atenção plena, seus efeitos no cérebro e nas nossas relações soam para mim bastante coerentes.

Atualmente estou lendo Atenção Plena - Mindfulness, de Padraig O'Morain

// Ciclo menstrual

Tenho uma leitura bastante orgânica do meu ciclo. TPM é TPM, não precisa de explicações. No período da ovulação estou feliz, energizada, animada. Observar essas mudanças hormonais e humorais me ajuda bastante a me cobrar menos, me preservar. Claro que não é simples, nem automático. Eu erro. Mas sigo treinando e criando estratégias.

 

// Escrever

Bom, não preciso dizer que escrever me deixa feliz. Tenho meu diário, que não escrevo todos os dias, mas quando tenho vontade. Me faz bem. Me faz parar e ficar comigo. Um hobby.

 

Quero reforçar que isso tudo não é lindo e romântico como as palavras podem fazer você supor. Longe disso. Trata-se de um exercício contínuo. Mas tentar me manter bem sei que vai ajudar a todos ao meu redor. Equilíbrio gera equilíbrio.

Conte pra gente o que vocês fazem?