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Manifesto 2018 - um pouquinho sobre quem somos e pra onde vamos

Oi, Comadres, Ju Mariz falando.

Um esboço do que seria o Co.madre surgiu quando me tornei mãe, em 2010. A maternidade me trouxe inseguranças, angústias, medos, desafios, quilos a mais, sono e uma incrível compaixão pelas mulheres que estavam na mesma situação que eu. Havia os aspectos emocionais, mas também os práticos: como conciliar tudo, como organizar a infra, como cuidar da carreira, como tocar os projetos…  

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Criação do nome, grupo no facebook, projetinho num pedaço de papel e primeiros textos aconteceram em 2013. Imaginava que seria apenas um lugar onde pudéssemos postar conteúdo e trocar ideias. De repente, estava encarando o Co.madre como empresa. Ousava até dizer que eu era empreendedora. O fato é que com isso fui atrás de cursos, pessoas, autoconhecimento. Se o Co.madre acabasse hoje -- buáááá -- garanto que o processo que vivi e tenho vivido já teria valido super a pena.

Quando olho para trás vejo como o Co.madre evoluiu e como eu evolui. Desde 2015 minha irmã, Fernanda, é minha parceira na empreitada. Não só isso que mudou, óbvio. A trajetória do Co.madre segue uma evolução conceitual. Lá no começo eu achava que a grande questão a ser resolvida era a de ajudar a mulher-mãe a equilibrar maternidade e carreira para ela ser mais feliz. Engano. Esse equilíbrio não estava apenas nas mãos dela. A maternidade não é uma questão restrita à mulher. Sociedade, poder público, empresas, o companheiro (a) fazem parte desse cenário. Não dá para excluir nada. Vamos mirar nossa artilharia em tudo isso com as ferramentas que temos em mãos: encontros, postagens, textos, palestras, rodas de bate papo, e-books.

Mas o verniz do Co.madre é a empatia, o acolhimento, a compaixão. É dessa forma que conseguimos fluir. Nossa intenção é fazer projetos que acolham mães. Criar uma roda de conversa sobre carga mental ou um workshop sobre finanças pessoais vai ajudar, de alguma maneira, essa mãe? Ótimo. É isso que faremos.

Então, segue aqui um apelo. Se você acha que faz sentido pra você, que, de alguma forma, o que escrevi "cola" nos seus anseios, vem com a gente. Estamos no virtual -- com site, grupo no face, instagram, newsletter -- mas adoramos um olho no olho. De preferência com bolinho e café. ;)

Nossa espinha dorsal é essa aí. Mas a vida é fluida. A gente constrói juntas, muda a rota, pega atalho e está entusiasmada com o que 2018 nos reserva.

# Seguiremos com a Consultoria Coletiva, nosso projeto que ajuda mulheres a empreender dando "inputs" e insights. A próxima será no dia 1 de fevereiro e já já contaremos mais por aqui.

# Teremos uma segunda turma do grupo de Mindfulness com a Fabiana Saes logo em fevereiro. Infos daqui a pouquinho.

# E faremos rodas de conversas, informais e inspiradoras, sobre diversos temas. Queremos falar, escutar, compartilhar.

E estamos planejando muitas, muitas outras novidades.

Obrigada por estar conosco. De coração.  

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz

#Newsletter: e quando alguém diz que nada vai mudar?

Oi, Cos, Ju Mariz falando. 

E quando alguém fala para você que as coisas não vão mudar? Você pára ou segue em frente?

 Photo by  Ross Findon  on  Unsplash

 Photo by Ross Findon on Unsplash



Estava jantando com meu marido. Sem filhos, sem horário, sem pressa. Tinha vinho, couvert e vela na mesa. O papo estava bom. Não lembro exatamente o que nos levou a conversar sobre paternidade ativa, geração anterior a nossa, patriarcado quando ele soltou a pérola: você sabe que isso não vai mudar, não é? Ele se referia à postura dos homens diante dos filhos. Foi objetivo como sempre é, qualidade que, naquele momento, me fez tomar o restante do vinho numa golada só. Respirei. E comecei a colocar os pensamentos nos devidos escaninhos.

Importante fazer aqui uma ressalva: eu e ele somos opostos. Eu sou emocional,cardíaca, otimista incorrigível. Ele é prático, pragmático, objetivo. Aprendo muito com seu olhar diante do mundo. E sei que o oposto também é verdadeiro. Tem horas que esfregar a realidade na minha cara é um remédio amargo, mas necessário. Em outros momentos preferia que ele me deixasse sonhar feito Poliana.

Mas esse não é um texto sobre minha vida sentimental, certo? É sobre saber como agir quando tomamos um banho de água fria. “As coisas não vão mudar”, disse ele. E aí ?

Seguimos? Desistimos? Paramos? Esperamos?

Decidi continuar. Porque ali na minha frente estava minha micro revolução. Meu marido é o melhor pai que ele pode ser. Ele ouve minhas demandas de mãe e mulher. Ele reflete, acata, concorda, discorda, aprende, ensina. Se não posso mudar o mundo, fico feliz em impactar o homem que divide o couvert comigo.

Então, se alguém falar pra você que nada vai mudar, não desanime. Vem com a gente porque grandes mudanças são feitas também de micro revoluções.

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 LINKS CHEIOS DE MICRO REVOLUÇÕES

Fathers é uma revista polonesa com projeto gráfico bonito e conteúdo que discute a paternidade consciente. Quer conhecer? Clica aqui.

= Dá uma olhada no blog Amaezonia. É feito por duas portuguesas que contam sobre a maternidade real além-mar. Divertido e honesto e já resultou em um livro.

=  Ignacio Socias, diretor de relações institucionais da International Federation for Family Development, defende longas licenças de maternidade e paternidade, contratos de trabalho flexíveis para mães e remuneração para donas de casa. Ele deu uma entrevista ao Estadão que vale a pena ler. Aqui.

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz


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Eba, temos vÍdeo

Por Juliana Mariz

O Co.madre foi criado por mim em 2013, como um grupo no Facebook. O gatilho para discutir as questões da maternidade e da vida produtiva surgiram quando eu tive minha primeira filha, em 2009. Houve uma inquietação interna e uma compaixão por outras mães que tentavam se equilibrar entre tantas responsabilidades. A maternidade me realiza, mas meu trabalho também. Como conciliar tudo? A partir daí, nasceu o Co.madre e a vontade de cultivar uma rede de ajuda mútua e reflexão.

Há dois anos, minha irmã, Fernanda Mariz, tornou-se minha sócia. Ela me ajuda a organizar os encontros, a pensar conteúdo, a desenvolver os projetos. Passamos a nos encontrar semanalmente, nos falamos diariamente via zap zap e trabalhamos até quando passamos férias juntas. :) 

Juliana (de preto) e Fernanda no home office. Crédito: Camila Mendonça

Juliana (de preto) e Fernanda no home office. Crédito: Camila Mendonça

 

Para contar um pouco mais da nossa história, resolvemos fazer um vídeo. A Camila Mendonça é fotógrafa que também faz videos para apresentar uma empresa. Um jeito bacana de colocar no portfólio, de mandar para um cliente, de usar como cartão de visita. Para gente foi mágico. Espero que gostem.