empreendedorismo materno

Estamos cansadas e precisamos falar sobre isso

Sábado passado, dia 10, tivemos um encontro para falar sobre CARGA MENTAL

Carga Mental são aquelas atividades e decisões que exercemos quase sem perceber. São praticamente invisíveis. Nos tomam tempo, consomem energia e geram um super cansaço. Nos reunimos para trocar ideia sobre isso, compartilhar sugestões, desatar alguns nós. Foi um encontro delícia e inspirador, como sempre. O bacana foi colher algumas dicas, que agora divido com vocês. 

Quem se sente cansada põe o dedo aqui, que já vai fechar... 

Quem se sente cansada põe o dedo aqui, que já vai fechar... 

 

# A fotógrafa Dani Picoral, sócia da Saudades, galeria virtual de fotos, utiliza Trello para se organizar. Ela até nos mostrou o app, contou como facilita a rotina. Teve gente que já se inscreveu!

# Não importa se você é adepta da tecnologia ou prefere usar papel. O que vale é ser do jeito que funciona para você. Isso foi unanimidade no grupo.

# Lista de afazeres devem ser pequenas. Se você pega uma lista com cinco itens e consegue resolver três, tem uma sensação muito melhor do que conseguir liquidar três atividades em um rol de dez. Isso melhora a sensação de produtividade e alivia aquele sentimento de frustração. 

# Anote tudo o que faz. Muitas vezes temos aquela sensação de que não estamos avançando na "to do list", embora estejamos trabalhando, fazendo coisas. Isso acontece porque surgem uma porção de coisinhas que não estavam previstas: atender um telefonema, pagar uma conta atrasada, responder uns emails. Isso tudo toma tempo. E, ao escrever, você consegue ver como usou as horas, avaliar como pode se organizar de uma próxima vez, eliminar a sensação de frustração.

# "Pick your Fight" é o lema da fotógrafa Thais Shimidu. Ela acha que devemos escolher quais brigas travar. Selecionar qual batalha queremos entrar. E isso parece funcionar especialmente com os filhos. Thais escolheu desistir de se incomodar e brigar com os filhos por causa da bagunça e da "molhação" no banheiro após o banho. A escolha eliminou um cansaço mental enorme.

# O que tiver de fazer, faça de imediato. Tem de mandar o cheque pra escola do passeio, faça na hora que leu o comunicado. Tem de colocar a cartela de vacinação na bolsa, pegue e guarde na mesma hora que lembrar. Deixar a procrastinação de lado é um alívio. 

# Uma outra dica veio da coach Patrícia Ansarah. Outro dia, quando viu um prato usado pelo filho largado na casa, ela resolveu fazer diferente. Fez um bilhete para o filho como se fosse o prato. "Oi, eu sou o prato e gostaria que você me levasse até a cozinha etc" Ela resolveu uma questão persistente e chatinha com bom humor e criatividade. Quebrou um padrão. Provavelmente vai ter mais facilidade em atingir o objetivo. 

# Cultive sua rede. Cuide dela. Conte com ela. São essas pessoas que vão te ajudar, dividir o fardo com você, acolher. Seja sua família, vizinhos, pais de amigos da escola, grupo da malhação... Não importa. Forme um grupo com quem possa contar. Isso é libertador e alivia. 

# Escolha algo que te coloque em um estado contrário ao da carga mental: relaxado, leve e despreocupado. Pode ser correr, ler, meditar, pintar. Isso também foi unânime no grupo.: quem não tem uma válvula de escape, tem de escolher uma pra chamar de sua. 

Essas foram algumas das sugestões. E a sua? Mande pra gente no oi@comadre.me

Manifesto 2018 - um pouquinho sobre quem somos e pra onde vamos

Oi, Comadres, Ju Mariz falando.

Um esboço do que seria o Co.madre surgiu quando me tornei mãe, em 2010. A maternidade me trouxe inseguranças, angústias, medos, desafios, quilos a mais, sono e uma incrível compaixão pelas mulheres que estavam na mesma situação que eu. Havia os aspectos emocionais, mas também os práticos: como conciliar tudo, como organizar a infra, como cuidar da carreira, como tocar os projetos…  

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Criação do nome, grupo no facebook, projetinho num pedaço de papel e primeiros textos aconteceram em 2013. Imaginava que seria apenas um lugar onde pudéssemos postar conteúdo e trocar ideias. De repente, estava encarando o Co.madre como empresa. Ousava até dizer que eu era empreendedora. O fato é que com isso fui atrás de cursos, pessoas, autoconhecimento. Se o Co.madre acabasse hoje -- buáááá -- garanto que o processo que vivi e tenho vivido já teria valido super a pena.

Quando olho para trás vejo como o Co.madre evoluiu e como eu evolui. Desde 2015 minha irmã, Fernanda, é minha parceira na empreitada. Não só isso que mudou, óbvio. A trajetória do Co.madre segue uma evolução conceitual. Lá no começo eu achava que a grande questão a ser resolvida era a de ajudar a mulher-mãe a equilibrar maternidade e carreira para ela ser mais feliz. Engano. Esse equilíbrio não estava apenas nas mãos dela. A maternidade não é uma questão restrita à mulher. Sociedade, poder público, empresas, o companheiro (a) fazem parte desse cenário. Não dá para excluir nada. Vamos mirar nossa artilharia em tudo isso com as ferramentas que temos em mãos: encontros, postagens, textos, palestras, rodas de bate papo, e-books.

Mas o verniz do Co.madre é a empatia, o acolhimento, a compaixão. É dessa forma que conseguimos fluir. Nossa intenção é fazer projetos que acolham mães. Criar uma roda de conversa sobre carga mental ou um workshop sobre finanças pessoais vai ajudar, de alguma maneira, essa mãe? Ótimo. É isso que faremos.

Então, segue aqui um apelo. Se você acha que faz sentido pra você, que, de alguma forma, o que escrevi "cola" nos seus anseios, vem com a gente. Estamos no virtual -- com site, grupo no face, instagram, newsletter -- mas adoramos um olho no olho. De preferência com bolinho e café. ;)

Nossa espinha dorsal é essa aí. Mas a vida é fluida. A gente constrói juntas, muda a rota, pega atalho e está entusiasmada com o que 2018 nos reserva.

# Seguiremos com a Consultoria Coletiva, nosso projeto que ajuda mulheres a empreender dando "inputs" e insights. A próxima será no dia 1 de fevereiro e já já contaremos mais por aqui.

# Teremos uma segunda turma do grupo de Mindfulness com a Fabiana Saes logo em fevereiro. Infos daqui a pouquinho.

# E faremos rodas de conversas, informais e inspiradoras, sobre diversos temas. Queremos falar, escutar, compartilhar.

E estamos planejando muitas, muitas outras novidades.

Obrigada por estar conosco. De coração.  

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz

#Newsletter: e quando alguém diz que nada vai mudar?

Oi, Cos, Ju Mariz falando. 

E quando alguém fala para você que as coisas não vão mudar? Você pára ou segue em frente?

 Photo by  Ross Findon  on  Unsplash

 Photo by Ross Findon on Unsplash



Estava jantando com meu marido. Sem filhos, sem horário, sem pressa. Tinha vinho, couvert e vela na mesa. O papo estava bom. Não lembro exatamente o que nos levou a conversar sobre paternidade ativa, geração anterior a nossa, patriarcado quando ele soltou a pérola: você sabe que isso não vai mudar, não é? Ele se referia à postura dos homens diante dos filhos. Foi objetivo como sempre é, qualidade que, naquele momento, me fez tomar o restante do vinho numa golada só. Respirei. E comecei a colocar os pensamentos nos devidos escaninhos.

Importante fazer aqui uma ressalva: eu e ele somos opostos. Eu sou emocional,cardíaca, otimista incorrigível. Ele é prático, pragmático, objetivo. Aprendo muito com seu olhar diante do mundo. E sei que o oposto também é verdadeiro. Tem horas que esfregar a realidade na minha cara é um remédio amargo, mas necessário. Em outros momentos preferia que ele me deixasse sonhar feito Poliana.

Mas esse não é um texto sobre minha vida sentimental, certo? É sobre saber como agir quando tomamos um banho de água fria. “As coisas não vão mudar”, disse ele. E aí ?

Seguimos? Desistimos? Paramos? Esperamos?

Decidi continuar. Porque ali na minha frente estava minha micro revolução. Meu marido é o melhor pai que ele pode ser. Ele ouve minhas demandas de mãe e mulher. Ele reflete, acata, concorda, discorda, aprende, ensina. Se não posso mudar o mundo, fico feliz em impactar o homem que divide o couvert comigo.

Então, se alguém falar pra você que nada vai mudar, não desanime. Vem com a gente porque grandes mudanças são feitas também de micro revoluções.

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 LINKS CHEIOS DE MICRO REVOLUÇÕES

Fathers é uma revista polonesa com projeto gráfico bonito e conteúdo que discute a paternidade consciente. Quer conhecer? Clica aqui.

= Dá uma olhada no blog Amaezonia. É feito por duas portuguesas que contam sobre a maternidade real além-mar. Divertido e honesto e já resultou em um livro.

=  Ignacio Socias, diretor de relações institucionais da International Federation for Family Development, defende longas licenças de maternidade e paternidade, contratos de trabalho flexíveis para mães e remuneração para donas de casa. Ele deu uma entrevista ao Estadão que vale a pena ler. Aqui.

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz


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Eba, temos vÍdeo

Por Juliana Mariz

O Co.madre foi criado por mim em 2013, como um grupo no Facebook. O gatilho para discutir as questões da maternidade e da vida produtiva surgiram quando eu tive minha primeira filha, em 2009. Houve uma inquietação interna e uma compaixão por outras mães que tentavam se equilibrar entre tantas responsabilidades. A maternidade me realiza, mas meu trabalho também. Como conciliar tudo? A partir daí, nasceu o Co.madre e a vontade de cultivar uma rede de ajuda mútua e reflexão.

Há dois anos, minha irmã, Fernanda Mariz, tornou-se minha sócia. Ela me ajuda a organizar os encontros, a pensar conteúdo, a desenvolver os projetos. Passamos a nos encontrar semanalmente, nos falamos diariamente via zap zap e trabalhamos até quando passamos férias juntas. :) 

Juliana (de preto) e Fernanda no home office. Crédito: Camila Mendonça

Juliana (de preto) e Fernanda no home office. Crédito: Camila Mendonça

 

Para contar um pouco mais da nossa história, resolvemos fazer um vídeo. A Camila Mendonça é fotógrafa que também faz videos para apresentar uma empresa. Um jeito bacana de colocar no portfólio, de mandar para um cliente, de usar como cartão de visita. Para gente foi mágico. Espero que gostem.

Serviços que resolvem um perrengue da rotina materna

Por Juliana Mariz

Muitas mães e pais optam por abrir um serviço ou empresa tentando suprir alguma carência específica do universo materno. E aí que entram percepção aguçada e faro mais do que fino para sacar o que nos falta. Esse olhar tão particular acabou por gerar uma porção de ideias incríveis e que atendem um perrengue nosso de cada dia. Aquele probleminha diário mesmo, saca? Selecionamos alguns e queremos crescer essa lista. Portanto, se você conhecer um serviço ou empresa que atenda uma lacuna dessas, nos conte, ok?

1) MÃE DO DIA

Paula D'Avila sacou que adora trocar ideia com crianças ou adolescentes. Seus filhos cresceram e ela resolveu empreender nessa área. Ela tem um esquema super bacana. Pode marcar com você uma rotina de ficar com seus filhos ou atender a algum chamado específico. Por exemplo, aquele dia que você quer ir jantar com o marido ou precisa passar o dia em uma conferência da empresa. Baita mão na roda, não? Nós entrevistamos a Paula pro blog. Link aqui.

2) A LANCHEIRINHA

Empresa montada por Paola Braune, A lancheirinha vende kits prontos  e saudáveis de lanchinhos para o recreio da criançada. Ela entrega semanalmente em SP. Ufa, uma preocupação a menos. 

3) MARMITE-SE

Lá vai a marmitinha do dia... 

Lá vai a marmitinha do dia... 

 

A proposta da Marmite-se é auxiliar quem quer ter uma alimentação fresca, consciente e não tem tempo de prepará-la. É opção certa na geladeira para aqueles dias corridos e que temos exaustão só de pensar em pegar uma panela pra cozinhar. Como o Marmite-se tem vários outros. Lembramos do Da Má Da Lê, Vem Cá Papa... só para citar alguns... 
@marmiteseoficial

4) DESAFIO MEU CORPO

Esse é o projeto da personal trainer Clara Junqueira. Ela tem uma metodologia que, através de planilhas, ajuda mães a se exercitarem. Sabendo da correria diária (ela mesma sente na pele), ela propõe um início de programa fazendo meia hora de atividade, em casa. É um processo que incentiva o exercício físico mas entende os problemas de horário que toda mãe tem. Dá para conhecer mais o trabalho dela no insta @clarinhamjunqueira ou por #desafiomeucorpo

5) PROJETO UMBIGO

Um local na Vila Madalena promove treinamento funcional e de Pilates para mães e seus bebês. Chamado de Umbigo, o projeto foi idealizado por Pedro Sobral, que se atentou para todas as questões da mulher e seu corpo antes, durante e depois da gravidez quando sua companheira engravidou. 

6) DE CÁ PRA LÁ

Adriana Goes e Erika Eguti são feras na arte de organizar qualquer bagunça: do quarto do filho ao armário da cozinha. O bacana é que elas também prestam um serviço destinado àquelas pessoas que têm a vida muito corrida, que dispensou a empregada doméstica... Ou seja, é para parar de se preocupar com a desorganização dos brinquedos e delegar a função. Ufa, uma coisa a menos.

7) HOME REFILL

Sou adepta e, confesso, tirou um peso das minhas costas. É um supermercado delivery. Você faz a lista e mensalmente ela é entregue na sua casa. E o cliente pode modificar esse refil quando quiser. Ideal para aqueles itens recorrentes, como produtos de limpeza que, vamos combinar, é bem chato de comprar in loco. 

 

Conhece mais algum? Conta pra gente?

Mãe empreendedora, cuidado com a bolha

Por Juliana Mariz

O empreendedorismo é um caminho comum para mães em busca de flexibilidade de tempo. Basicamente são duas as “macro” razões que levam uma mãe a montar seu próprio negócio: quando a equação trabalho + maternidade não fecha. Ou seja, a mãe coloca na ponta do lápis terceirização dos cuidados + escola + salário e vê que não vai ser suficiente.  

A outra razão é emocional. A mãe sente vontade de ficar com a criança, de não entregar os cuidados para outras pessoas, de acompanhar de perto seu crescimento e resolve mudar de vida em busca dessa possibilidade.

Estou apontando apenas a ponta do iceberg. As questões são extremamente mais profundas e variadas, sabemos. Mas o ponto que quero chegar é: não importa a razão. Quer empreender? Profissionalize-se. Faça dar certo. Busque informação. Não descanse até seu negócio voar. 

Desde que o Co.madre nasceu, em 2013, aumentou o número de mulheres empreendendo. Além da busca por um modelo de vida mais emocionalmente saudável, temos a crise econômica que empurrou mulheres para o sonho da vida empreendedora. 

 

A sorte é que aumentou também o número de pessoas, cursos e programas para nos ajudar. Semana passada o Co.madre participou do B2Mamy Start, uma aceleradora para empreendedoras maternas. A Dani Junco, que montou o projeto com mais quatro sócias, quer dar palco à elas. “Através do networking e do conhecimento ela pode crescer. Mas é preciso ter DNA comportamental para empreender”, diz.

A Dani veio do mercado corporativo e empreende com a InJoy, empresa de marketing e branding. Após o nascimento do Lucas, de dois anos, o comichão que acomete nove entre dez mães a atacou também. Vontade de fazer diferente, sabe? A sorte que ela resolveu esse "fazer diferente" ajudando outras mães. Seu mérito, e de sua equipe, é unir conhecimento empreendedor com propósito. 

Além do B2Mamy existem outros cursos ou programas para ajudar a empreender.

Não vamos deixar a bolha estourar, ok?

Vejam:

+ B2Mamy é uma aceleradora focada no empreendedorismo materno. O primeiro encontro reúne empresas e mentoras, aula de canva, pitch, muito papo e conexão. Uma dose alta de energia em apenas um dia. A trilha pode seguir para o B2Mamy Hands On e B2Mamy Pulse, que complementa o conhecimento. Dia 25 de maio vai ter em Santos.

+ Transformação Empreendedora para mulheres - promovido pela Kind, consultoria para mulheres, em parceria com Denise Damiani, especialista em finanças, o programa engloba workshops e mentorias com muita mão na massa.

+ Rafa Cappai e seu Decola Lab! Ainda não fiz, mas está na mira. Acompanho toda sua pegada virtual e acho que ela é uma fera em economia criativa.

+ Tem um lance no empreendedorismo que é ter o DNA ou não. Jornalista e empreendedora, Alice Salvo Sosnowski montou o Pulo do Gato que, entre outros serviços, organiza um workshop sobre habilidade empreendedora. Ela também desenvolveu para a PUC um curso de extensão chamado "Empreendedorismo: da Ideia à Startup".

Conhece mais algum? Conta pra gente?

 

Mães de obra: Adriana e suas três meninas

Mães de Obra, de Camila Mendonça e Juliana Mariz, é um projeto que fotografa a rotina de uma mãe com o filho. São mães empreendedoras ou autônomas que se desdobram para conciliar carreira e maternidade. Queremos chamar a atenção para este aspecto e atrair olhares empáticos para essa mulher-mãe.

A personagem da vez é a arquiteta Adriana Bersou Ruão que, quando tornou-se mãe, resolveu empreender com a amiga Adriana Albuquerque. Elas fundaram a Panonacama, uma marca de roupas de cama para crianças. 

Adriana rodeada por Marina, Isabel e Gabriela

Adriana rodeada por Marina, Isabel e Gabriela

 

Saudade é pra quem tem, já diz a música de Marcelo Camelo. 

E mães têm de sobra. 

Mas é doído esse relógio no pulso da mãe. 

Ele marcava a hora da mamada. Agora ele marca a hora de buscar na balada.  

O minuto que aconteceu esses cliques já foi. As meninas de Adriana cresceram. 

Mas elas seguem deitando juntas na mesma cama. Brincando, rindo e jogando o travesseiro. 

Mães e filhas tentam fazer o relógio parar.  Dobrando o lençol. Falam sem parar.

Adriana olha embevecida. Leva a mão ao fronte, como um aconchego para contemplar.

Dá um leve suspiro. Daqueles quase silenciosos. 

Sim, é ela, a saudade que acaba de passar. 

TEXTO | JULIANA MARIZ  FOTO | CAMILA MENDONÇA

Quer ver mais? Mães de obra: Bárbara e Irene

Quer saber mais sobre o projeto Mães de Obra? Mande um email para oi@comadre.me

 

 

 

Percurso Agilizando seu negócio

um conteúdo para pequenas grandes empreendedoras
 
 
 
O Co.madre organizou cinco palestras que vão ocorrer ao longo do semestre para ajudar você e seu negócio. Consultamos diversas comadres para pensar conteúdos  e ferramentas bem direcionadas às pequenas empresas.

 

O conteúdo aborda: posicionamento de marca, comunicação, vendas, newsletter e peças publicitárias. Mas sempre com um olhar mais adequado às pequenas grandes empreendedoras.


 

SERÁ QUE É PRA VOCÊ?

 

  • você tem um pequeno negócio ou serviço?

  • quer alavancar os negócios sem investir um caminhão de dinheiro?

  • precisa dominar ferramentas para conquistar mais autonomia?

  • gosta de trocar ideias com outras pessoas que estão no mesmo barco?

 

Se disse sim, então seu lugar é aqui. Continuemos....

PROGRAMA

 

1.

Um novo branding: das grandes estratégias às pequenas gentilezas - Com Karina Arruda

Data: 19 de setembro

Local: Sala de reunião da Inspiral (Rua Alvorada, 1289 - cobertura)

Karina Arruda não acredita em fórmulas mágicas. Nem para emagrecer, nem para cair de amores por alguém, tampouco para cuidar de uma marca. Esqueça a ditadura dos gurus do marketing. Ela aposta em um caminho muito mais humano, com reflexão, bom senso e gentileza. Dona de um portfolio parrudo, ela cuida dos seus clientes por meio de um método inovador, que trouxe de seus estudos mundo afora. Com essa perspectiva, ela conseguiu resultados satisfatórios para clientes. E aí que vem o pulo do gato. Ela vai dividir esse conhecimento com a gente. Sai magia e entra alma. Algo que você pode também fazer na sua empresa.

Inscrição aqui

 

2.

Beijinho, abraço e aperto de mão - você pode se apresentar bem melhor que isso

Elisa Motta e Alessandra Figueroa

Data: 03 de outubro

Local: Cake Market (Vila Madalena)

E vamos discutir como podemos apresentar o que fazemos com autenticidade e segurança.

Muitas vezes ficamos reticente quando alguém pergunta nossa atividade. Engasgamos, demoramos para responder.

Mas esses minutinhos de papo valem muito.

Ter uma resposta autêntica na ponta da língua vai fazer muita diferença. A pessoa ficará curiosa e interessada.

Ok, ok. Mas como faz?

Elisa Motta e Alessandra Figueroa, que estão à frente da Engenho, vão nos ajudar. Elas trabalham exatamente com isso.

Com propósito,  post it, palavra, essência, mais post it, frase, fala. E fala de novo.

Daí, quando você se deparar com a pergunta fatídica, prepare-se. Olhos vão brilhar. E se vc não ganhar um parceiro ou cliente com certeza vai conquistar muita admiração.


O que vai rolar:

  1. Jogo de Perguntas e Respostas

  2. Roda de apresentação criativa

  3. Porque eu faço o que faço?

  4. Como posso ajudar pessoas?

  5. Finalização e feedback

 

Inscrição aqui
 

3.

Aprenda a fazer peças de comunicação arrasa-quarteirão

Com Camila Haddad e Giovana Camargo

Data: 24 de outubro

Local: Cake (Vila Madalena)

Autonomia é um princípio importante para pequenas empreendedoras. Não precisamos abraçar o mundo de uma vez, mas ter independência para fazer uma coisinha ou outra é importante. Fazer uma arte, um convitinho, um teaser sozinho é, podem acreditar, libertador. Esquece paintbrush (what ?). Vamos conhecer o Canva, ferramenta fácil e bem amigável com as feras Camila Haddad e Giovana Camargo. A dupla, fundadora do Cinese, utiliza ferramentas digitais como ninguém e têm noções estéticas e, mais importante, do que dá clareza à comunicação. À frente do Cinese, organizaram muitos encontros. Elas sabem muito bem o que funciona, entendem?

Sobre Giovana Camargo

Criadora do Cinese e da Comum, Giovana cultiva muito bem uma comunidade, lidera movimentos colaborativos e é mestre em bolar encontros relevantes. Em sua consultoria, dedica-se a alavancar projetos para mulheres. Estuda e divulga a comunicação não violenta e o feminismo. E é dona de um abraço dos mais gostosos já vistos por aí.

Sobre Camila Haddad

Administradora de formação, mestre em meio ambiente e desenvolvimento sustentável, Camila é expert em economia colaborativa e uma grande estudiosa da inovação em Educação. Fundadora do Cinese, ela acredita no aprendizado com pessoas. Cinema, bolo de fubá e café também arrancam seu sorriso.

Inscrição aqui

4.

Aprenda a fazer uma newsletter

Com Anna Haddad

Data: 7 de novembro

Local: Cake (Vila Madalena)

A comunicação por email tornou-se hoje uma ferramenta importante para chegar a clientes e parceiros. E, o melhor, é de baixo investimento.  Anna Haddad faz uma das newsletter mais lidas por essas bandas. As palavras são sua arma para expor o que pensa tanto no Cinese quanto na Comum, ambas iniciativas fundadas por ela. A gente também pode tirar proveito desse recurso e ela vai nos dar o caminho das pedras pra chegar chegando na caixa postal da audiência.

O que vai rolar:

  1. O que é uma newsletter (a importância da comunicação por email)

  2. Como a newsletter pode ajudar sua marca, negócio ou projeto

  3. Objetivo: linguagem, estética, frequência (projeto editorial, pilares da comunicação, conversão pra vendas)

  4. Dicas para angariar assinantes: relevância, o que eu ofereço além dos meus produtos, conteúdo importante.

  5. O que não fazer

  6. Plataformas: mailchimp (ferramentas básicas)

  7. Análise dos resultados

  8. Montando uma newsletter: peça prática e retomada do aprendizado do dia

  9. Monte a sua: se der, na aula - se não, leva pra casa de lição (e tira dúvidas em casa)

Sobre Anna Haddad

Advogada de formação e jornalista de coração. Escreve para vários veículos e no Medium sobre gênero, novos negócios e educação. Acredita em novas estruturas, mais horizontais e humanas.

Inscrição aqui
 

5.

Vender é uma arte

Com Taty Stahl

Data: 28 de novembro

Local: Cake (Vila Madalena)

Precisa vender um produto? Um serviço? Um projeto? Essa é pra você.

Taty Stahl vendia lapiseira para as amigas da escola quando tinha sete anos. Sabe quando a pessoa nasce com a aptidão para o comércio? Ela é assim. Cresceu em berço empreendedor e aprendeu muito na prática. Trabalhou na empresa da família e montou outra com o marido. Fez muitos cursos. E resolveu seguir seu propósito: ajudar outros na incrível arte de tocar seu próprio negócio à frente da Conselhos e Ideias. Só que ela esconde uma “surpresinha” em sua formação. É graduada em Artes. E que diferença isso faz? A forma como ela lida com conceitos. Com as artes ela aprendeu a explorar inúmeras possibilidades dentro de um mesmo contexto. Não estamos dizendo que vamos aprender a vender desenhando ou pintando. Mas que ela nos faz conduzir a arte da venda de uma forma muito mais sensível, conectada e, portanto, eficaz.  

O que vai rolar:

1- Introdução e apresentações

2- Vamos conhecer o "Golden Circle", sistema que muda as “ordens” das coisas e leva propósito e inovação às empresas

3- O que é o processo de vendas

4 - Qual você escolhe: vendedor chato x vendedor legal  

5. Como ser um vendedor “inesquecível”

6 - Finalização  


Inscrição aqui

"O Xelepeti me empoderou"

O Xelepeti era um espaço no Campo Belo onde pais podiam levar seus filhos para brincar enquanto tomavam um café ou comiam alguma coisinha. O lugar, da comadre Alejandra Ledezma, era pequeno e aconchegante. Crianças ficavam sob os cuidados de monitores, mas estavam nas vistas dos pais. Todos sentiam-se seguros e acolhidos. Ali rolaram encontros, reuniões, comadres foram apresentadas.

Por isso quando, em setembro, veio o anúncio de que o Xelepeti iria fechar, rolou uma comoção. Ficamos tristes pelo espaço. Comovidas por termos acompanhado o esforço de Alejandra. Encucadas pelas razões do fechamento depois de um ano e quatro meses de atividade. Nessa entrevista, Alejandra, mãe de um casal de 5 e 2 anos, nos conta sobre os desafios, erros e acertos dessa experiência empreendedora .

Co.madre: A maternidade te levou ao empreendedorismo?

De uma certa forma sim. Antes do Xelepeti eu tive uma marca de acessórios infantis, fazia babadores. Mas achei que não era um negócio sustentável, por isso não investi muito. Sempre quis um projeto pensado do coração e não simplesmente abrir uma franquia, por exemplo. Quando meu filho mais velho era pequeno, eu sempre procurava um espaço que pudesse ser um café para mim e onde eu pudesse deixar meu filho. Mas não encontrava. Resolvi, então, pesquisar o segmento e fazer um projeto para abrir um.

Co.madre: Você fez uma avaliação dos erros cometidos?

Sim. Foi a expectativa da demanda. Fizemos plano de negócio, tudo certinho. Mas eu não sabia como  calcular a demanda de um serviço que era novo. O Xelepeti se propunha a ser um local onde os pais pudessem tomar um café, comer algo e deixar os filhos brincando. Isso não existia ainda. Mas o fluxo não foi como imaginávamos. A mãe não ia toda semana, por exemplo. E o aluguel era caro.

Co.madre: É difícil tocar um negócio sozinha? Sentiu falta de um sócio para trocar ideias no dia a dia ?

Eu sentia uma pressão muito grande em ter que ter novidade, oferecer novidades para as mães o tempo todo. E comunicar isso sempre. Isso era muito difícil. E eu era sozinha, o que complicava também. Cheguei a pensar em buscar uma sócia, mas desisti.

Co.madre: Quando você viu que a expectativa e público estava menor, quais decisões tomou para fazer o negócio vingar?

Eu aluguei o espaço para festas, fiz parcerias com comércios do bairro e cheguei a procurar marcas que quisessem patrocinar o espaço.

Co.madre: Demorou para tomar a decisão de fechar?

Demorei quatro meses. Eu teria de pegar um novo empréstimo e não quis fazer isso. Foi muito difícil, chorei muito.  E fui para a terapia para aceitar essa ruptura.

Co.madre: A crise econômica influenciou na decisão?

De uma certa forma sim. Acredito que não ia diminuir o número de frequentadores, ia ficar igual, mas não era suficiente. Não cobrava muito caro, portanto, não era um super luxo que as pessoas iam cortar. Mas eu precisava receber novos frequentadores, e isso não ia acontecer, não ia melhorar. Portanto, não adiantava manter.

Co.madre: O que você aprendeu com o Xelepeti?

Aprendi muito sobre divulgação e sobre entender o tempo das coisas acontecerem. As coisas demoram, é necessário ter paciência para esperar. E capital, claro. (risos)

 Co.madre: Você se arrepende de algo?

De forma alguma. As pessoas reconheciam o trabalho, gostavam, muitas voltavam. Conheci muita gente bacana por lá. Foi tudo muito gratificante, um grande aprendizado.  E foi também um trabalho de escuta das crianças. Algo delicado, mas muito bonito de se fazer.

Co.madre: O que você faria diferente se estivesse começando agora?

Arranjaria um sócio investidor, esperaria mais tempo, investiria mais na divulgação, faria mais parcerias e, talvez, alugaria as salas para outros profissionais. Mas sempre lembrando que tudo demora. Que cada coisa tem seu tempo.

Co.madre: E qual foi o grande acerto?

Integrar café com o espaço de brincar. As crianças tinham monitores, mas os pais estavam ali perto. Todos ficavam seguros e bem.

Co.madre: Qual a avaliação agora, depois de oito meses do fechamento? Como você está?

O Xelepeti serviu para elevar minha auto-estima, me deu força como mulher. Acho que o que eu quiser fazer agora eu encaro. O Xelepeti me empoderou. 

O que o Co.madre faz? Conexão

Conexão é sinônimo de coerência. O Co.madre reúne mulheres que se identificam com as questões da maternidade e do trabalho. Um fio condutor perpassa dores, delírios e delícias de ser essa mulher no século 21. Faz sentido, tem nexo. Por isso, muitas conexões são feitas. E isso é de um poder incrível e gratificante. É o nosso objetivo.

A seguir, um depoimento da Luciana Kimi, fundadora da Thempero, que exemplifica essas conexões possíveis. 

"Inspirada pela co.madre Lia Regina Abbud, passo aqui para agradecer a outra co.madre, Flavia Moreira, por me conectar com o Cleber, agente local de inovação do Sebrae-SP.

Foi por causa desta conexão que acabei indicando-o para outras co.madres, Juliana Manna e Fernanda Manna Oliver, durante a Consultoria Coletiva da A Bollaria organizada pela Juliana Mariz e Fernanda Mariz.

No final de tudo isso, das conversas, das trocas e indicações, o Cleber convidou a Thempero para participar de um evento dedicado à formação e capacitação dos profissionais que nos atendem quando solicitamos a consultoria do Sebrae.

Obrigada meninas, pela rede, pela troca e pela evolução! "

A seguir o depoimento da Lia Regina Abbud, sócia da Substância e do Reino das Queijadinhas

 

"Mais um exemplo de parceria de comadres. De hoje a sábado, o doce-carrinho (ou carrinho-doce?!) do Reino das Queijadinhas está "estacionado" no Bardot Hair Body Soul, da comadre Camila Bianchi, e do marido dela, onde fica também o showroom da Maria Joaquina - Marcenaria e da Pessoinha, da comadre Maria Pessoa Parente. Então, fica aqui o agradecimento ao casal pela super oferta e gentil acolhida e o convite a todas vocês para passarem lá"

E você? Fez alguma conexão e quer nos contar?

Fique à vontade:

oi@comadre.me