conexão

#Newsletter: Quem acolhe, colhe

Ju Mariz falando.

Semanalmente levo minha filha caçula à fonoaudióloga. Começamos há três meses. É um problema simples que com dedicação conseguiremos resolver até o final do ano. Enquanto ela faz a sessão, eu fico na sala de espera. Levo livro e caderno de anotações para passar o tempo. Na primeira semana, li o livro, emails e posts nas redes sociais. Na segunda semana me interessei mais pelo entorno. Pacientes que chegavam, profissionais dando orientações, crianças de mãos dadas com suas mães. Na terceira semana o constrangimento me invadiu. Já estava quase pedindo desculpas por estar ali levando minha filha para tratar um problema de fácil resolução. 

A maior parte das crianças tem problemas de audição. Ver uma criança com seus três aninhos se esforçando para se comunicar é tocante. Ouvir conversas sobre a dificuldade de fazê-las colocar o aparelho também me comoveu. Senti uma compaixão enorme por essas mães e sua batalhas diárias. Não importa qual a natureza do problema: mães estão ali, incansáveis e confiantes.

Uma especificamente me chamou a atenção. Ela parecia exausta. Sua filha, de 3 anos, é uma gracinha e faz sessões duas vezes por semana. Eu queria abraçá-la. Abraçar a mãe porque a filha, a essa altura, já estava no meu colo mostrando seu caderno de atividades.

Semana passada resolvi puxar papo. Comecei falando de sapatos infantis. No final ela estava desabafando sobre o desafio de cumprir -- e pagar -- todos os tratamentos da filha. Contou que era um problema hereditário. Tinha dúvidas em relação à escola também. Falou da psicóloga. Sua voz era terna, porém triste.  

Não sei se nossa conversa surtiu algum efeito. Talvez seja pretensão minha achar que esse papo trouxe algum alívio. Só sei que por alguns momentos ela teve uma escuta.

Nossa sociedade está completamente voltada para as crianças e suas necessidades. As mães seguem comosoldadinhos invisíveis cumpridores de seus papéis. Li um texto da escritora Beth Berry, mãe de quatro, e um trecho diz assim: “Conexão rica, segura e autêntica é essencial para nos desenvolvermos. Cultivar essa qualidade de conexão requer coragem e um desejo de sair de sua zona de conforto. O que você mais quer existe lá, do outro lado daquela conversa inicial desajeitada ou daquela apresentação vergonhosa”. Não há mais aldeia. Então, vamos criá-las. E vamos começar acolhendo a mãe. Aquela ali que está bem do nosso lado.

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O que o Co.madre faz? Conexão

Conexão é sinônimo de coerência. O Co.madre reúne mulheres que se identificam com as questões da maternidade e do trabalho. Um fio condutor perpassa dores, delírios e delícias de ser essa mulher no século 21. Faz sentido, tem nexo. Por isso, muitas conexões são feitas. E isso é de um poder incrível e gratificante. É o nosso objetivo.

A seguir, um depoimento da Luciana Kimi, fundadora da Thempero, que exemplifica essas conexões possíveis. 

"Inspirada pela co.madre Lia Regina Abbud, passo aqui para agradecer a outra co.madre, Flavia Moreira, por me conectar com o Cleber, agente local de inovação do Sebrae-SP.

Foi por causa desta conexão que acabei indicando-o para outras co.madres, Juliana Manna e Fernanda Manna Oliver, durante a Consultoria Coletiva da A Bollaria organizada pela Juliana Mariz e Fernanda Mariz.

No final de tudo isso, das conversas, das trocas e indicações, o Cleber convidou a Thempero para participar de um evento dedicado à formação e capacitação dos profissionais que nos atendem quando solicitamos a consultoria do Sebrae.

Obrigada meninas, pela rede, pela troca e pela evolução! "

A seguir o depoimento da Lia Regina Abbud, sócia da Substância e do Reino das Queijadinhas

 

"Mais um exemplo de parceria de comadres. De hoje a sábado, o doce-carrinho (ou carrinho-doce?!) do Reino das Queijadinhas está "estacionado" no Bardot Hair Body Soul, da comadre Camila Bianchi, e do marido dela, onde fica também o showroom da Maria Joaquina - Marcenaria e da Pessoinha, da comadre Maria Pessoa Parente. Então, fica aqui o agradecimento ao casal pela super oferta e gentil acolhida e o convite a todas vocês para passarem lá"

E você? Fez alguma conexão e quer nos contar?

Fique à vontade:

oi@comadre.me