#Newsletter: Baita dor nas costas

Oi, Cos, Ju Mariz aqui.

Janeiro me brindou com uma dor nas costas paralisante. Teve pronto socorro, injeção na veia, criança de férias em casa, braço formigando, trabalhos adiados, dor, remédio, apoio, vontade de gritar, tentativa de meditar, mau humor, (im) paciência, exames doloridos. Descobri uma hérnia. E entrei para o mundo das C7, espinha, vértebra, cervical, medula, nervo. A dor está 90% zerada. E agora estou mais atenta ao assunto, fazendo fisioterapia, mudando hábitos.

Durante a crise me encontrei com uma fisioterapeuta que me alertou da importância de sentar e se posicionar direito para trabalhar. Passou um filme na minha cabeça. Há oito anos eu sou free lancer. Nesse período tive duas filhas. Adotei, feliz da vida, a rotina nômade de trabalhadora autônoma com o computador no lombo. Trabalhei em diversos cafés da cidade, onde eu reparava apenas na qualidade do café e na belezura do espaço. Não pensava se mesa, cadeira, luz estavam adequados.

Uma outra fisioterapeuta deu muita ênfase à minha rotina materna. Ela também é mãe de dois e acho que sentiu empatia imediata. E comecei a reparar. Nós, mães, devemos ter propensão a sentir dor nas costas. Falo isso no sentido "figurativo da coisa": levamos tudo nos ombros. E também no físico, claro. Pode reparar ao redor. É mãe carregando mochila do filho, outra segurando um outro no colo, mãe com diversas sacolas de supermercado em um braço, o computador no outro.... 

Não quero dizer com isso que todas teremos dor nas costas. Não, você não terá. Mas fica uma lição: vamos nos cuidar mais. Por favor, cuidem-se com amor. 

Isso tudo dito, quero fazer um convite a vocês.

Vamos dar início, no próximo sábado, dia 10, à uma série de bate-papos. Queremos abrir espaço para a conversa, o compartilhamento de ideias, a troca de opiniões. Cada mês um tema diferente. Dia 10 vamos falar de CARGA MENTAL.

Estão todas convidadas para conversar sobre essa demanda exaustiva e muito pouco contabilizada. Como lidar com esses afazeres quase "invisíveis"? Decisões que tomamos entre um compromisso e outro? Qual artifício usar para que isso não mine nossa energia? Queremos ouvir vocês. E nada mais "inibidor de dor nas costas" do que uma roda de mulheres conversando, rindo, trocando ideias, se inspirando, não é?

Se tiver interesse, clique na imagem para mais informações.

 

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