Dias das mães 2017

Por Juliana Mariz 

Foto: Veri Ivanova (unsplash)

Foto: Veri Ivanova (unsplash)

 

Trocamos buquê de flor, almoçar em restaurante lotado ou ganhar o creme anti-rugas por um dia de folga, dormir até mais tarde e passar um tempo com as amigas. Queremos alguém pra pensar na lancheira, no tema da festa do filho e na logística de leva e trás na escola. Se quiser fazer uma surpresa e convidar os rebentos pra passear, assim, sem nem programar, ficaremos felizes. Uma massagem cai bem e abraço de filho é melhor do que lingerie sexy ou perfume doce.

Trocamos o vestido de crepe ou o tênis de corrida por viajar em família pra ficar sem horário e não pensar em agasalho. Mas combinamos que alguém leva a criança pra fazer xixi quando o garçom trouxer o prato sobre a mesa. Queremos ver um filme de gente grande sem interrupção e poder falar palavrão sem discriminação. Mas se nada disso fizer sentido, aceitamos as flores, a caixa com laço de fita ou a bolsa com selo de troca. 

Um desenho bem colorido já provoca suspiro. Mas falar a palavra mãe mais de uma vez no mesmo segundo fica proibido. Queremos abraço, beijos e tempo. Tempo pra ser mãe sem calendário ou mandamento. Vamos abrir o livro ou pegar a revista. A louça vai ficar na pia. Amanhã pensamos na lição de casa ou na lista do supermercado. Vai ser assim o dia. A noite vai chegar e vamos nos aninhar. Você vai adormecer. Te damos um beijo, apagamos as luzes e, enfim, esperamos o próximo amanhecer. Sempre tem mãe em um novo dia.