Em busca do equilíbrio perdido

 

Sabemos que encontrar o equilíbrio é algo pessoal e que depende de inúmeros fatores. No entanto, quero compartilhar com vocês o que eu estou fazendo, pesquisando, lendo para encontrar meu nirvana particular.

Equilíbrio, para mim, é estabelecer uma rotina pessoal que me mantenha energizada e centrada para enfrentar o que não está a meu alcance. Eu quero seguir serena mesmo se estiver com a conta no vermelho, brigado com as crianças ou sem internet.

Para facilitar que isso aconteça descobri que preciso dormir bem, me alimentar bem, fazer exercícios. Mas não basta. Ando pesquisando outras coisinhas por aqui e por ali e vou compartilhar algumas com vocês: 

Aqui tem equilíbrio.

Aqui tem equilíbrio.

 


// Respiração

Teve um  dia, semana passada, que parecia que o universo estava conspirando contra. Briga das crianças, o quibe do almoço estava estragado, o moço na rua me ameaçou etc etc etc. Cheguei para sentar e trabalhar parecendo um zumbi. Parei. Fechei os olhos Respirei profundamente várias vezes. Me fez bem e vou seguir treinando.

Aqui tem um link que fala sobre respiração para mães.

http://www.personare.com.br/tecnicas-de-respiracao-para-maes-m1455

 

// Exercício físico

Demorei a idade da minha mais velha, sete anos, para conseguir incluir, realmente, uma rotina de atividades físicas na minha vida. Me cobrava muito, mas não conseguia por causa das demandas das crianças, da noite mal dormida porque uma acordava… Hoje aprendi: fazemos o que é possível. E o possível chegou.

 

// Alimentação

Se estou desequilibrada emocionalmente, começo a comer mal. E se como mal, me desequilibro. Bola de neve, sabe? Mês de fevereiro me atrapalhei bastante ao tentar organizar a rotina das crianças. Às vezes parece que nem os astros ajudam, sabe? Resultado: cansaço e emoções desagradáveis acordam a formiguinha que mora dentro de mim. Não sei a sua, mas minha formiguinha gosta tanto de doce quanto de carboidrato. Quando percebi o desequilíbrio se aproximando do prato de comida, parei, refleti, acolhi e mudei o rumo desse cardápio. Voltei aos trilhos. O que, lembre-se, não significa ser xiita. Ao contrário. É que tem algumas coisas que eu sei que me fazem mal, me deixam lesada. Entre elas, carboidrato demais. Tenho uma crença -- que vem da cultura italiana ou resquício da infância -- que o que mata fome é carboidrato, especificamente pão, mais especificamente ainda, de queijo. Estou trabalhando a todo vapor para que essa crença seja quebrada. Farei outras escolhas. E isso é papo pra outro post.

 

// Mindfulness

Já fui a algumas palestras, estou lendo livros e baixei aplicativo sobre Atenção Plena. Acho que é uma prática viável para minha rotina. Tenho muito que aprender, mas a ideia da atenção plena, seus efeitos no cérebro e nas nossas relações soam para mim bastante coerentes.

Atualmente estou lendo Atenção Plena - Mindfulness, de Padraig O'Morain

// Ciclo menstrual

Tenho uma leitura bastante orgânica do meu ciclo. TPM é TPM, não precisa de explicações. No período da ovulação estou feliz, energizada, animada. Observar essas mudanças hormonais e humorais me ajuda bastante a me cobrar menos, me preservar. Claro que não é simples, nem automático. Eu erro. Mas sigo treinando e criando estratégias.

 

// Escrever

Bom, não preciso dizer que escrever me deixa feliz. Tenho meu diário, que não escrevo todos os dias, mas quando tenho vontade. Me faz bem. Me faz parar e ficar comigo. Um hobby.

 

Quero reforçar que isso tudo não é lindo e romântico como as palavras podem fazer você supor. Longe disso. Trata-se de um exercício contínuo. Mas tentar me manter bem sei que vai ajudar a todos ao meu redor. Equilíbrio gera equilíbrio.

Conte pra gente o que vocês fazem?