Manifesto 2018 - um pouquinho sobre quem somos e pra onde vamos

Oi, Comadres, Ju Mariz falando.

Um esboço do que seria o Co.madre surgiu quando me tornei mãe, em 2010. A maternidade me trouxe inseguranças, angústias, medos, desafios, quilos a mais, sono e uma incrível compaixão pelas mulheres que estavam na mesma situação que eu. Havia os aspectos emocionais, mas também os práticos: como conciliar tudo, como organizar a infra, como cuidar da carreira, como tocar os projetos…  

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Criação do nome, grupo no facebook, projetinho num pedaço de papel e primeiros textos aconteceram em 2013. Imaginava que seria apenas um lugar onde pudéssemos postar conteúdo e trocar ideias. De repente, estava encarando o Co.madre como empresa. Ousava até dizer que eu era empreendedora. O fato é que com isso fui atrás de cursos, pessoas, autoconhecimento. Se o Co.madre acabasse hoje -- buáááá -- garanto que o processo que vivi e tenho vivido já teria valido super a pena.

Quando olho para trás vejo como o Co.madre evoluiu e como eu evolui. Desde 2015 minha irmã, Fernanda, é minha parceira na empreitada. Não só isso que mudou, óbvio. A trajetória do Co.madre segue uma evolução conceitual. Lá no começo eu achava que a grande questão a ser resolvida era a de ajudar a mulher-mãe a equilibrar maternidade e carreira para ela ser mais feliz. Engano. Esse equilíbrio não estava apenas nas mãos dela. A maternidade não é uma questão restrita à mulher. Sociedade, poder público, empresas, o companheiro (a) fazem parte desse cenário. Não dá para excluir nada. Vamos mirar nossa artilharia em tudo isso com as ferramentas que temos em mãos: encontros, postagens, textos, palestras, rodas de bate papo, e-books.

Mas o verniz do Co.madre é a empatia, o acolhimento, a compaixão. É dessa forma que conseguimos fluir. Nossa intenção é fazer projetos que acolham mães. Criar uma roda de conversa sobre carga mental ou um workshop sobre finanças pessoais vai ajudar, de alguma maneira, essa mãe? Ótimo. É isso que faremos.

Então, segue aqui um apelo. Se você acha que faz sentido pra você, que, de alguma forma, o que escrevi "cola" nos seus anseios, vem com a gente. Estamos no virtual -- com site, grupo no face, instagram, newsletter -- mas adoramos um olho no olho. De preferência com bolinho e café. ;)

Nossa espinha dorsal é essa aí. Mas a vida é fluida. A gente constrói juntas, muda a rota, pega atalho e está entusiasmada com o que 2018 nos reserva.

# Seguiremos com a Consultoria Coletiva, nosso projeto que ajuda mulheres a empreender dando "inputs" e insights. A próxima será no dia 1 de fevereiro e já já contaremos mais por aqui.

# Teremos uma segunda turma do grupo de Mindfulness com a Fabiana Saes logo em fevereiro. Infos daqui a pouquinho.

# E faremos rodas de conversas, informais e inspiradoras, sobre diversos temas. Queremos falar, escutar, compartilhar.

E estamos planejando muitas, muitas outras novidades.

Obrigada por estar conosco. De coração.  

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz

#Newsletter: e quando alguém diz que nada vai mudar?

Oi, Cos, Ju Mariz falando. 

E quando alguém fala para você que as coisas não vão mudar? Você pára ou segue em frente?

 Photo by Ross Findon on Unsplash

 Photo by Ross Findon on Unsplash



Estava jantando com meu marido. Sem filhos, sem horário, sem pressa. Tinha vinho, couvert e vela na mesa. O papo estava bom. Não lembro exatamente o que nos levou a conversar sobre paternidade ativa, geração anterior a nossa, patriarcado quando ele soltou a pérola: você sabe que isso não vai mudar, não é? Ele se referia à postura dos homens diante dos filhos. Foi objetivo como sempre é, qualidade que, naquele momento, me fez tomar o restante do vinho numa golada só. Respirei. E comecei a colocar os pensamentos nos devidos escaninhos.

Importante fazer aqui uma ressalva: eu e ele somos opostos. Eu sou emocional,cardíaca, otimista incorrigível. Ele é prático, pragmático, objetivo. Aprendo muito com seu olhar diante do mundo. E sei que o oposto também é verdadeiro. Tem horas que esfregar a realidade na minha cara é um remédio amargo, mas necessário. Em outros momentos preferia que ele me deixasse sonhar feito Poliana.

Mas esse não é um texto sobre minha vida sentimental, certo? É sobre saber como agir quando tomamos um banho de água fria. “As coisas não vão mudar”, disse ele. E aí ?

Seguimos? Desistimos? Paramos? Esperamos?

Decidi continuar. Porque ali na minha frente estava minha micro revolução. Meu marido é o melhor pai que ele pode ser. Ele ouve minhas demandas de mãe e mulher. Ele reflete, acata, concorda, discorda, aprende, ensina. Se não posso mudar o mundo, fico feliz em impactar o homem que divide o couvert comigo.

Então, se alguém falar pra você que nada vai mudar, não desanime. Vem com a gente porque grandes mudanças são feitas também de micro revoluções.

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 LINKS CHEIOS DE MICRO REVOLUÇÕES

Fathers é uma revista polonesa com projeto gráfico bonito e conteúdo que discute a paternidade consciente. Quer conhecer? Clica aqui.

= Dá uma olhada no blog Amaezonia. É feito por duas portuguesas que contam sobre a maternidade real além-mar. Divertido e honesto e já resultou em um livro.

=  Ignacio Socias, diretor de relações institucionais da International Federation for Family Development, defende longas licenças de maternidade e paternidade, contratos de trabalho flexíveis para mães e remuneração para donas de casa. Ele deu uma entrevista ao Estadão que vale a pena ler. Aqui.

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz


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Questionário amigável para planejar 2018

Planeja que o ponteiro está correndo. Foto: petradr_unsplash

Planeja que o ponteiro está correndo. Foto: petradr_unsplash

Existem diversos modelos, métodos, ferramentas para fazer o planejamento de uma empresa. Nós criamos o nosso. Foi um start para pensarmos no que queremos para o Co.madre em 2018. Uma série de perguntas para dar o pontapé inicial de um planejamento mais detalhado. Queremos compartilhar estas perguntas com você. Vai que inspira?!


1. Qual sua avaliação da sua empresa em 2017. Pontos positivos e negativos

2. Qual sua avaliação da sua atuação em 2017. O que gostaria de mudar para 2018 (em relação à sua atuação).

3. Qual sua expectativa de dedicação à sua empresa em 2018? Quais outras áreas está investindo também?

4. Qual seu desejo para sua empresa em 2018. Cite tudo que vier a sua cabeça, tudo que gostaria de fazer, sem julgamentos ou "pedras no caminho".

5. Selecione cinco coisas que você gostaria de colocar em prática ano que vem no seu negócio.

6. O que você NÃO gosta de fazer na sua empresa?

7. O que você MAIS gosta de fazer na sua empresa?

8. Qual sua expectativa de ganho financeiro com a sua empresa em 2018? Exemplifique. Por exemplo: quero ter todas as minhas contas pagar pela minha empresa. Quero ter a escola dos meus filhos paga por dois anos. Quero ter dinheiro para minhas contar e poder ajudar meus familiares etc etc etc.

9. Vc gostaria de desenvolver algum projeto pessoal dentro da sua empresa? Qual seria?

10. O que você gostaria de estudar/aprender em 2018? Pode ter relação com seu negócio ou não.

#Newsletter: Quem acolhe, colhe

Ju Mariz falando.

Semanalmente levo minha filha caçula à fonoaudióloga. Começamos há três meses. É um problema simples que com dedicação conseguiremos resolver até o final do ano. Enquanto ela faz a sessão, eu fico na sala de espera. Levo livro e caderno de anotações para passar o tempo. Na primeira semana, li o livro, emails e posts nas redes sociais. Na segunda semana me interessei mais pelo entorno. Pacientes que chegavam, profissionais dando orientações, crianças de mãos dadas com suas mães. Na terceira semana o constrangimento me invadiu. Já estava quase pedindo desculpas por estar ali levando minha filha para tratar um problema de fácil resolução. 

A maior parte das crianças tem problemas de audição. Ver uma criança com seus três aninhos se esforçando para se comunicar é tocante. Ouvir conversas sobre a dificuldade de fazê-las colocar o aparelho também me comoveu. Senti uma compaixão enorme por essas mães e sua batalhas diárias. Não importa qual a natureza do problema: mães estão ali, incansáveis e confiantes.

Uma especificamente me chamou a atenção. Ela parecia exausta. Sua filha, de 3 anos, é uma gracinha e faz sessões duas vezes por semana. Eu queria abraçá-la. Abraçar a mãe porque a filha, a essa altura, já estava no meu colo mostrando seu caderno de atividades.

Semana passada resolvi puxar papo. Comecei falando de sapatos infantis. No final ela estava desabafando sobre o desafio de cumprir -- e pagar -- todos os tratamentos da filha. Contou que era um problema hereditário. Tinha dúvidas em relação à escola também. Falou da psicóloga. Sua voz era terna, porém triste.  

Não sei se nossa conversa surtiu algum efeito. Talvez seja pretensão minha achar que esse papo trouxe algum alívio. Só sei que por alguns momentos ela teve uma escuta.

Nossa sociedade está completamente voltada para as crianças e suas necessidades. As mães seguem comosoldadinhos invisíveis cumpridores de seus papéis. Li um texto da escritora Beth Berry, mãe de quatro, e um trecho diz assim: “Conexão rica, segura e autêntica é essencial para nos desenvolvermos. Cultivar essa qualidade de conexão requer coragem e um desejo de sair de sua zona de conforto. O que você mais quer existe lá, do outro lado daquela conversa inicial desajeitada ou daquela apresentação vergonhosa”. Não há mais aldeia. Então, vamos criá-las. E vamos começar acolhendo a mãe. Aquela ali que está bem do nosso lado.

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"Mães não sentem culpa. Sentem frustração e dor."

Por Juliana Mariz

Já tentou escovar os dentes com a mão esquerda (se vc for destro) ? O exercício foi proposto na primeiro encontro do Programa de Mindfulness ministrado pela Fabiana Saes que o Co.madre organizou. Eu fiz o teste. Me senti descoordenada, mas achei divertido. Fazer algo de uma forma diferente que estamos acostumados parece banal. Mas não é. Pode ser prosaico, mas esconde um ensinamento que dá para levar para todos os cantos da vida.

Escovar os dentes com a mão esquerda é ter a oportunidade de fazer algo de uma forma diferente e observar as sensações que surgem daí. Escovar os dentes com a mão esquerda é o mesmo que enxergar uma situação de um diferente ponto de vista. Escovar os dentes com a mão esquerda é ouvir uma opinião contrária à sua.

Sábado passado estive na Casa do Brincar, em Pinheiros, para participar do Momento dos Pais, um encontro organizado pela Luciana Siqueira, da ImagemCom, que reuniu pais e mães em torno da palestra da psicóloga Cristiana Renner.

O assunto girou em torno de fazer crianças dormir, autonomia, limite… até que a culpa entrou no papo. Cristiana falou que o que mães sentem não podemos chamar de culpa . Meu olho arregalou. Acendeu uma luzinha aqui e me ajeitei na cadeira para ouvir melhor. Ela discorda da frase de que quando nasce um filho nasce a culpa da mãe.

Fiquei interessada na fala dela não só para me descadastrar do clube das mães culpadas, mas para que eu, como jornalista, não siga repetindo conceitos absolutos. Quando a gente leva a vida escrevendo, comunicando, enviando mensagens, a gente tem de ter um cuidado redobrado. Refletir, contextualizar, dar mais de uma visão de um mesmo assunto. Será que estou ajudando a minha rede se ficar repetindo que toda mãe é culpada por natureza? Vamos olhar de um novo ângulo? Vou contar o que a Dr Cristiana Renner pensa a seguir. Leia. Reflita. E, antes de dormir, escove os dentes com a mão esquerda. Garanto que é, no mínimo, divertido.

A seguir, as falas da Dra Cristiana Renner em itálico. Os títulos são meus.

Dra. Cristiana Renner na palestra na Casa do Brincar. Foto: João R Rudge

Dra. Cristiana Renner na palestra na Casa do Brincar. Foto: João R Rudge

 

USAMOS A PALAVRA CULPA DE UM JEITO ERRADO

Uma amiga me disse a frase: quando nasce um filho, ganhamos dois: a criança e a culpa. Trabalhando com isso clinicamente vejo como a gente usa esse termo “culpa” do jeito errado.

Se tenho uma garrafa cheia de água em cima de uma mesa e começo a balançar essa mesa e a garrafa cai, a culpa é minha porque fiz isso conscientemente. Sabia o que poderia acontecer.

Quando lidamos com os filhos nossa intenção é sempre muito boa. Ninguém quer sacanear o filho, todos temos boas intenções. Tudo o que a gente faz é na intenção de fazer da melhor maneira.

Então o sentimento de culpa não serve. É um nome usado de forma inadequada. A gente não faz na intenção de cometer o erro, mas somos seres humanos e erramos. Fato.  

CIRURGIA DA CARTOLINA VERDE

Vamos dar um exemplo. Vamos supor que você esqueceu de levar a cartolina verde que a escola pedia para uma atividade da sua filha. A primeira coisa a fazer é se perguntar: por que esqueceu? A resposta pode ser: porque estou cheia de afazeres, não me organizei, meu chefe está me pressionando. A partir dessa avaliação você vai decidir: pedir ajuda para o marido, pregar um aviso na geladeira, sentar para conversar com o chefe.  

Se você não parar pra olhar a situação você não vai descobrir que tem de pedir ajuda ou colocar aviso na geladeira. O problema é que ficamos no mental: esqueci a cartolina, minha filha vai sofrer bullying, não vai fazer a atividade, não vai conseguir entrar na faculdade etc… E o problema torna-se maior do que realmente é.

Quando temos uma questão como essa temos de olhar e fazer uma cirurgia dela. Até o fim. Não pode parar no meio do caminho. É a cirurgia da cartolina verde.

NÃO É CULPA, É FRUSTRAÇÃO E DOR

E tem outro ponto. A gente vai esquecer, eventualmente, a cartolina verde. Temos que saber lidar com isso e ensinar para nossos filhos a mesma coisa.

Ao sentimento de culpa podemos dar o nome de frustração e dor. Algo que a gente faz e dá errado. O importante é olhar para o problema e descobrir a solução.

HÁ MOMENTOS DE CAOS. ACEITA.

Tem momentos que não dá pra fazer a cirurgia da cartolina verde. Por exemplo, mudei meus filhos de escola e de atividades. Nossa rotina mudou toda. Foi um caos para nos adaptarmos. Eu esqueci a chave… Quando muda uma rotina, é normal que isso aconteça. Pensei que viveríamos três meses de caos, mas foram quatro. Faz parte. A imperfeição existe e lidar com ela é importante.




 

O que a divisão de tarefas domésticas tem a ver com empatia?

Eu defendo que um casal deva dividir tarefas domésticas, cuidados com os familiares e com os filhos. O ideal seria 50/50, mas cada família tem sua dinâmica e está valendo a contribuição mínima. Acredito nisso porque acho justo e equilibrado e porque crianças ganham com o olhar paterno na criação e no gerenciamento doméstico. Mas passei a desconfiar de uma outra razão.

Ao se envolver com o que se passa nos meandros de uma casa, homens podem ser impulsionados a desenvolver empatia. Não quero aqui rotular, tampouco polarizar diferenças. Mas há uma construção social que tirou o homem do campo doméstico e o levou para a “rua”.

A obrigação masculina em prover sustento implicou gerações absolutamente auto-centradas. Sucesso, dinheiro, promoção, carreira. Busco palavras que não soem inquisidoras. O objetivo aqui não é julgar, mas delinear um cenário social.

A rotina doméstica e com os filhos exige observar o tempo todo a necessidade alheia. É um exercício diário. Desde o prosaico “ o que teremos no jantar” até a preocupação com um olhar entristecido de um filho. Exige parar e conversar. Sentar e ouvir. Olhar para o relógio e buscar tempo para escutar aquela história fantasiosa da filha.

PHOTO CREDIT: TED BAUER, THE CONTEXT OF THINGS

PHOTO CREDIT: TED BAUER, THE CONTEXT OF THINGS

 

Não sou utópica em pensar que a balança estará equilibrada totalmente. Mulheres trabalham e cuidam da casa. Homens trabalham e cuidam da casa. É muito melhor mesmo que sejamos maleáveis. Uma manhã na semana para acompanhar o filho no tênis, que tal? Ir ao supermercado com eles uma vez por mês, pode ser? Mudar o escritório mais para perto da escola para poder, eventualmente, buscá-lo, rola?

Muitos homens já estão fazendo isso e, em conversas que tive, estão satisfeitos e sentindo a mudança pessoal. Outros já ouvem sobre empatia em cursos sobre liderança, em palestras na empresa, em leituras. Pois esse mesmo empenho em ter uma performance tão apurada e acurada para o trabalho e para a equipe, é desejável que tenham com o filho, com a mãe, com a esposa. Tudo isso com uma grande diferença: estarão ajudando a construir o relacionamento mais significativo de suas vidas. Vale a pena.

Mindfulness para pais e mães

2017 é o ano que estamos refletindo, discutindo e pesquisando sobre equilíbrio materno. Naturalmente, portanto, atraímos para o nosso lado pessoas com esse mesmo propósito. Fabiana Saes, psicóloga e instrutora de Mindfulness, é uma delas.

Quando resolveu retomar a carreira de psicóloga, Fabiana buscou alguns cursos de aperfeiçoamento e se encantou com as técnicas que estimulam a atenção plena. Além de atender em consultório, ela aplica Mindfulness em empresas, escolas e grupos fechados. Seu foco principal é estimular a construção de relações significativas nas famílias.

Toda a experiência que tem, inclusive aplicando com seu casal de filhos, ela vai compartilhar com a gente em um programa de 8 semanas.

A seguir, as informações sobre o Programa:

 

No programa de oito semanas de Mindfulness para Pais e Mães vamos:

  • Explorar as próprias expectativas e desejos, medos, raiva, frustrações e aprender a gerenciá-los com cuidado e amor
  • Aprender a encontrar espaços de calma interior para se relacionar com os filhos com respeito, consistência e amor e poder desfrutar mais dos momentos que ocorrem na vida familiar cotidiana
  • Desenvolver maneiras para evitar agir reativamente
  • Desenvolver maneiras de aumentar os pensamentos positivos
  • Desenvolver as qualidades de ouvir com total atenção ao interagir com seus filhos
  • Trazer compaixão e aceitação sem julgamento para suas interações parentais

 O programa é voltado para pessoas que desejam:

  • Aumentar o foco e a atenção
  • Melhorar o relacionamento com os filhos
  • Melhorar a reatividade excessiva às situações do dia-a-dia
  • Melhorar relacionamento interpessoal
  • Diminuir níveis de estresse
  • Melhorar produtividade
  • Diminuir sintomas de ansiedade e depressão
  • Aumentar qualidade de vida
  • Autoconhecimento
  • Mudar a maneira como se relacionam com suas vidas, como pensam e como se sentem sobre as experiências diárias

O programa inclui: 

  • Técnicas de respiração
  • Práticas guiadas de meditação
  • Apostila com atividades
  • Disponibilização de áudios com as meditações
  • Instruções para aplicações diárias
  • Discussões em grupo sobre as experiências, dificuldades e incorporação das técnicas na rotina

Metodologia:

Sobre o Programa:

  • Consiste em 8 sessões semanais de 2h cada.

Conteúdo das sessões semanais:

1º encontro: O que é Mindfulness? Saindo do piloto automático.

2º encontro: Atitudes e desafios da prática de Mindfulness. Explorando a respiração.

3º encontro: Mindfulness na vida diária. Lidando com os pensamentos.

4º encontro: Estendendo as habilidades de Mindfulness para situações desafiadoras.

5º encontro: Mindfulness, aceitação e ação habilidosa.

6º encontro: Dia do silêncio. Desafios da introspecção.

7º encontro: Mindfulness e compaixão.

8º encontro: Mindfulness para a vida toda.

 

Informações: TURMA I MINDFULNESS | CO.MADRE

 

DATAS16/08, 23/08, 30/08, 06/09, 13/09, 20/09, 27/09, 04/10

HORÁRIO: das 14h às 16h

LOCAL: Ateliê Mariana Iannuzzi | Rua Pais de Araújo, 77 - Itaim Bibi

VALOR: 3 x R$ 367,00

INSCRIÇÃO: https://form.jotformz.com/fsaes/inscricao_comadre

INFORMAÇÕES:  fabiana@brace.net.br | 96081-0404

#Newsletter: o valor de uma mãe em qualquer lugar que ela quiser

Oi, Cos, Ju Mariz falando.

Um texto do economista Gustavo Cerbasi com o título O valor de uma mãe em casa dividiu opiniões semana passada. Eu fui uma das que li e me indignei. Postei no facebook e li todos os comentários. Muito positivo ter a oportunidade de ler e pensar sobre os argumentos favoráveis e desfavoráveis ao texto. Aprendi um bocado. Mas sigo discordando do teor do artigo. E, aqui, quero fazer minhas considerações. Em seguida, coloquei alguns links sobre o tema para complementarmos a compreensão do assunto e seguirmos refletindo.

Não acho que o colunista tenha agido de má-fé. Só penso que ele tem argumentos pouco sólidos e bastante distantes de algumas conversas e mudanças que já estão acontecendo. E ele fala de uma amostragem muito pequena da população. Não há problema nisso, mas seria desejável que ele fizesse essa observação no texto para que contextualizasse melhor seus argumentos.

O texto do Gustavo Cerbasi está aqui, para quem não leu.



Minhas considerações:

1> “A mulher paga pelo risco associado ao gênero” é a justificativa que ele dá para a diferença salarial entre homens e mulheres. Mesmo sendo essa uma máxima corrente no mundo corporativo, o colunista não a critica. Parece concordar. Colocando dessa forma, ignora que um filho, na maioria as vezes, é responsabilidade de um casal. Reforça um conceito conservador e cristalizado que deve, sim, ser combatido. Não podemos ter medo de mudar o status quo. Precisamos dialogar.

2> “Isso explica por que as mulheres se deram melhor em carreiras que oferecem horários de trabalho flexíveis, como terapias e jornalismo.” Sou jornalista. Você só consegue horário flexível no jornalismo se for freelancer.  

3>  “A presença da mulher em casa significa maior capacidade de gerenciar e cuidar da família.” Isso é uma generalização e uma idealização que não faz bem para a discussão em torno da maternidade. Fiquei pensando nas minhas amigas que desempenham funções importantes em empresas -- trabalhando muito -- e que têm uma habilidade incrível de deixar tudo em ordem em casa. E pensei também naquela que está realmente cansada da rotina doméstica e, por causa dessa carga mental, não está desempenhando tão bem esse papel de gerenciar e cuidar da família. Todas elas precisam de suas redes, precisam de acolhimento e precisam, sobretudo, de terem o direito de errar, se cansar e não idealizar o seu papel.

4> “Não é exagero, portanto, afirmar que uma mãe em casa vale em torno de R$ 10 mil a R$ 12 mil por mês. A família não percebe esse valor na conta, mas em ganho de bem-estar. Torna-se uma família mais rica, com filhos mais bem-educados.” Esse cálculo não me diz nada. É pouco? É muito? Quanto vale o gerenciamento de tudo? E se a mulher não tem babá, motorista etc? Ganharia mais? Ganharia menos? Meu incômodo também está na sugestão dele quanto à motivação que leva uma mãe a ficar em casa: a economia financeira. Essa motivação é legítima se for de comum acordo do casal. Mas me parece pífia se deixar a mulher insatisfeita ou frustrada. E falar que os filhos são mais bem educados quando a mãe está em casa é uma falácia. Podem ser. E podem não ser. Todas nós sabemos que educar uma criança é bem mais complexo.

Ficar em casa ou ir para o mercado de trabalho é uma decisão exclusivamente da mulher, em comum acordo com sua família. A motivação tem de ser interna. Crianças são saudáveis emocionalmente quando mães estão alinhadas com suas necessidades e desejos. Quando são honestas com sua essência. Para mim, esse é o caminho. Respeito o percurso reflexivo de Gustavo Cerbasi, que é um consultor financeiro. Faz sentido para ele. Não faz sentido para mim.

A seguir, alguns links com a repercussão do assunto:

A jornalista Adriana Salles Gomes escreveu um texto que destrincha, na minha opinião de uma forma mais ampla, o tal custo "mãe em casa". Aqui.

O Catraquinha também repercutiu o assunto. Aqui.

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Eba, temos vÍdeo

Por Juliana Mariz

O Co.madre foi criado por mim em 2013, como um grupo no Facebook. O gatilho para discutir as questões da maternidade e da vida produtiva surgiram quando eu tive minha primeira filha, em 2009. Houve uma inquietação interna e uma compaixão por outras mães que tentavam se equilibrar entre tantas responsabilidades. A maternidade me realiza, mas meu trabalho também. Como conciliar tudo? A partir daí, nasceu o Co.madre e a vontade de cultivar uma rede de ajuda mútua e reflexão.

Há dois anos, minha irmã, Fernanda Mariz, tornou-se minha sócia. Ela me ajuda a organizar os encontros, a pensar conteúdo, a desenvolver os projetos. Passamos a nos encontrar semanalmente, nos falamos diariamente via zap zap e trabalhamos até quando passamos férias juntas. :) 

Juliana (de preto) e Fernanda no home office. Crédito: Camila Mendonça

Juliana (de preto) e Fernanda no home office. Crédito: Camila Mendonça

 

Para contar um pouco mais da nossa história, resolvemos fazer um vídeo. A Camila Mendonça é fotógrafa que também faz videos para apresentar uma empresa. Um jeito bacana de colocar no portfólio, de mandar para um cliente, de usar como cartão de visita. Para gente foi mágico. Espero que gostem.

Dias das mães 2017

Por Juliana Mariz 

Foto: Veri Ivanova (unsplash)

Foto: Veri Ivanova (unsplash)

 

Trocamos buquê de flor, almoçar em restaurante lotado ou ganhar o creme anti-rugas por um dia de folga, dormir até mais tarde e passar um tempo com as amigas. Queremos alguém pra pensar na lancheira, no tema da festa do filho e na logística de leva e trás na escola. Se quiser fazer uma surpresa e convidar os rebentos pra passear, assim, sem nem programar, ficaremos felizes. Uma massagem cai bem e abraço de filho é melhor do que lingerie sexy ou perfume doce.

Trocamos o vestido de crepe ou o tênis de corrida por viajar em família pra ficar sem horário e não pensar em agasalho. Mas combinamos que alguém leva a criança pra fazer xixi quando o garçom trouxer o prato sobre a mesa. Queremos ver um filme de gente grande sem interrupção e poder falar palavrão sem discriminação. Mas se nada disso fizer sentido, aceitamos as flores, a caixa com laço de fita ou a bolsa com selo de troca. 

Um desenho bem colorido já provoca suspiro. Mas falar a palavra mãe mais de uma vez no mesmo segundo fica proibido. Queremos abraço, beijos e tempo. Tempo pra ser mãe sem calendário ou mandamento. Vamos abrir o livro ou pegar a revista. A louça vai ficar na pia. Amanhã pensamos na lição de casa ou na lista do supermercado. Vai ser assim o dia. A noite vai chegar e vamos nos aninhar. Você vai adormecer. Te damos um beijo, apagamos as luzes e, enfim, esperamos o próximo amanhecer. Sempre tem mãe em um novo dia.