Conheça o 4daddy, site de informações para pais

Leandro Ziotto é um típico representante de uma família mosaico. Ele é pai de Vinícius, de 10 anos, filho de sua ex-companheira. Eles se conheceram quando o garoto tinha 3 anos e estabeleceram um vínculo que nem a separação afrouxou. “O pai biológico de Vini é presente. De forma burocrática, mas é um pai presente. Mas é em mim que Vini se apoia, ele me vê como figura paterna e me chama de pai. A minha paternidade foi muito empírica e intuitiva. Fomos nos aproximando e quando a gente percebeu, já éramos uma família. Com a nossa particularidade, mas éramos uma família”, conta Leandro, que hoje está casado com Luísa.

Pois foi no começo dessa paternidade construída que Leandro se deparou com um questionamento. Ao procurar informações no google sobre como fazer uma criança dormir, ele percebeu que a grande maioria dos textos era voltado para as mães. “ Até a quarta página do google só tinha matérias para as mães. Eu fiquei muito incomodado. Não acreditava que eu não teria competência para colocar uma criança pra dormir. Percebi que a cultura machista não violenta apenas as mulheres, ela também castra homens em sua sensibilidade e afetividade”, afirma. Por isso Leandro lançou, em 2016, o 4daddy, uma plataforma com informações sobre crianças voltadas para pais. Ele ainda organiza cursos e workshops em escolas, comunidades, empresas. “Quero mostrar o quanto essa figura e essa função são importantes para o desenvolvimento das nossas crianças.”

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Co.madre: Qual o objetivo do 4daddy?

Leandro: O objetivo é sensibilizar a sociedade civil e o Estado sobre a importância da figura paterna para o desenvolvimento de nossas crianças e adolescentes, baseada numa criação afetiva, social e cidadã. Também participamos de grupos de trabalho na Rede Nossa SP e Rede Nacional Primeira Infância, com a missão de influenciar políticas públicas sobre esse assunto.

Co.madre: Você sente abertura entre os homens para esse tipo de informação e conhecimento?

A aceitação é ótima, tanto por pais quanto por mães. Mas aceitação não basta. A admiração não gera ação. Mas vejo uma nova geração de homens e pais que estão dispostos a acertar e equilibrar essa conta de séculos com as mulheres. Estamos muito longe do ideal. O machismo ainda existe e está enraizado em todos nós, homens e mulheres. Mas vejo com entusiasmo a quebra, ou pelo menos, a tentativa de quebra, desses paradigmas.

Co.madre: Me fale um pouquinho sobre como você enxerga essa nova paternidade que estamos tentando construir.

Eu enxergo com muito carinho, entusiasmo e motivação. Mas com um certo ceticismo pra não me deixar cair em armadilhas, pois ainda estamos muito longe do ideal. Temos uma conta negativa com as mulheres e com o mundo de séculos. E novas ondas, culturas e gerações podem ser facilmente cooptadas pelo mercado. Vemos marcas aproveitando essa oportunidade, e isso só distorce a nossa real missão. A revolução da mulher/mãe é para fora, é de luta, ocupação do espaço que lhe foi tirado. A revolução do homem é interna, para dentro, consigo mesmo para se reposicionar nesse mundo e nas novas dinâmicas familiares e sociais.

Co.madre: Qual seria seu conselho para um homem que será pai em breve?

O meu conselho é que ele "AJA". E se policie todo dia. Pai não ajuda, pai cria! Medo faz parte. Erros acontecerão! E que não tente copiar modelos e pessoas. Ninguém será melhor pai pro seu filho do que você mesmo.

5 dicas básicas de escrita

Empreendedores têm uma gama enorme de cursos, workshops, aulas, palestras, consultorias para ajudá-los em seus projetos, negócios, empresa. Investem tempo e dinheiro cercando-se das principais ferramentas para minimizar erros e riscos. Perfeito. Assim que deve ser. No entanto, pecam em algo simples que pode colocar tudo a perder: a escrita.

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Não estou nem falando da estratégia de comunicação. Estou voltando ao básico: o bom uso das palavras. De nada adianta carregar o Canvas debaixo do braço ou ter o pitch na ponta da língua se na hora de escrever uma apresentação, um post ou um email, que seja, a mensagem está truncada. O seu texto também faz parte do seu branding.

Vivemos, atualmente, no modo acelerado. Tudo é pra ontem. Muitas vezes, nem é, mas nos sentimos sempre na urgência, em débito, correndo . E então as palavras saem como cuspidela. Não pode. Senta e respira antes de escrever para convidar aquele potencial cliente para um café. Pensa nas palavras certas quando for se apresentar em um grupo no facebook. A escrita conecta. A escrita emociona. E diz muito mais sobre você (e seu negócio) do que você pode imaginar.  Seguem cinco dicas básicas:

 

1.

CLAREZA

Primeiro pense qual a mensagem quer passar. Isso é o primordial. Não importa se é uma super apresentação ou se é apenas um email convidando alguém para uma reunião. As informações básicas são as mais importantes. 

 

2.

CURTO

Se a ideia não é escrever um artigo, não se alongue. Manja o “encher línguiça?” Fuja.

 

3.

AUTÊNTICO

Você tem um jeitinho só seu, sua marca também. Como traduzir essa  expressão única em palavras? Enconte sua voz. Ela é só sua.

 

4.

SEM PEDANTISMO

Cuidado com o auto elogio exagerado. Não confunda confiança e auto estima com arrogância.

 

5.

SEM SE APROPRIAR DE EXPRESSÕES NADA A VER COM VOCÊ

A internet é fértil em produzir gírias e expressões da moda. Se essas expressões não têm nada a ver com você, não use.

Mãe Mãe Mãe

Olá, Comadres! 

Banalizaram a mãe. A palavra, quero dizer. Minhas filhas pronunciam essas três letrinhas 30 vezes por dia. Ou melhor, por manhã. Tomaram como mantra. Saem pelo corredor falando mãe mãe mãe. Uma verborragia a la Galvão Bueno. Poxa, não faz isso com a mãe, não. A palavra vem do galaico-português madre. Que vem do latim, mater. É coisa fina. Agora tá lá, na boca das minhas filhas como brigadeiro em festa infantil. Tento explicar que não precisam repetir cinco vezes mãe se aquilo que clamam - no caso eu -- está a cinco passos. Vou fazer uma campanha pelo uso comedido da mãe. E sei que isso é só da boca pra fora porque mãe, na real, não tem comedimento. 

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O chamado incessante delas me incomoda real. Não é só o grito, o barulho ou a repetição que me irritam. É também a sensação de que elas acham que devo estar à disposição o tempo todo. Mãe não é delivery 24 horas. Não é serviço full time. Vejo essa situação como uma oportunidade de explicar que elas devem respeitar meu momento, meus afazeres, minha distância (por menor que seja). E respirar. Eitcha meninas ansiosas. Querem tudo para agora.

Alguém se identifica?

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Fala-se de... solidão das mães especiais, maternidade e trabalho, primeira ministra da Nova Zelândia. Tudo logo aqui: 

1.
Um texto muito comovente escrito por Láu Patron -- que mantém a páginaAvante Leãozinho para contar sobre a doença que acomete seu filho -- fala sobre a importância de termos uma rede e como isso é mais complicado para mães com filhos especiais. Imperdível

2.
The New York Times publicou uma matéria extensa sobre discriminação de grávidas pelas empresas. Traz casos reais e cita empresas que até divulgam programas de apoio às executivas, mas que na hora do vamos ver, o apoio não existe.

3.
Fique de olho nesse nome: Jacinda Ardern: ela é a primeira ministra da Nova Zelândia e acabou de ter bebê. Ela está revolucionando a fórmula maternidade - trabalho. Com o bebê no colo, fez um pronunciamento aumentando a licença maternidade e oferecendo ajuda de custo a famílias com filhos pequenos. Um textinho sobre ela aqui.  


Boa leitura e até mais!
Ju Mariz

 

# Newsletter: filmes sobre maternidade

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Olá, Comadres! 

Falar sobre maternidade na sua forma mais nua e crua é um movimento recente impulsionado pelas redes sociais. O Comadre tem cinco anos e posso atestar que nesse período a desmistificação da maternidade ganhou as redes de forma ampla e sem chance de retorno.

É bacana ver como esses movimentos nascem, se espalham, afetam as pessoas e conseguem promover mudanças. E o que de tão amplo foi feito? Falou-se do assunto. Simples assim. Falamos que maternidade é, sim, um momento lindo na vida de qualquer pessoa. Mas esse contentamento vem junto de uma carga super pesada, enfrentada por cada um de uma forma diferente. Tem solidão, depressão, cansaço, medo, angústia. Tem bico de seio rachado, noites mal dormidas, parceiro distante, carreira deixada de lado... 

A narrativa sobre a maternidade mudou. E o que se produz sobre isso também. Assistimos a filmes sobre mães e filhos há um tempão. Quem se lembra de "Minha mãe é uma sereia", com Cher, Winona Ryder e Christina Ricci, um clássico que chamou a atenção por desconstruir o papel da mãe? Mais recentemente lançaram "Perfeita é a mãe", com Mila Kunis; e "O maior amor do mundo", com Jeniffer Aniston e Julia Roberts.... Enfim, impossível citar tudo já que a temática é recorrente. 

A lista é grande, mas duas produções recentes são, ao meu ver, um marco nessa busca por desromantizar a maternidade. Falo de Turma do Peito, série da Netflix; e de Tully, em cartaz no cinema. 



Turma do Peito mostra as angústias e dúvidas de Audrey, personagem vivida por Alison Bell, atriz que também escreveu o roteiro. Seu bebê tem poucos meses quando ela decide frequentar um grupo de apoio a pais em seu bairro. Os sete episódios atravessam a montanha russa do puerpério: cansaço, amamentação, relação com as amigas, dúvidas sobre o trabalho, julgamento, auto julgamento. 

A história de Audrey mostra bem como somos duros com nós mesmas e como a maternidade traz um "não pertencimento" imediato. Amigas parecem estranhas, marido fica distante, mãe vira alvo de nossas maiores angústias. Uma grande sacada da série é dar importância à formação de uma rede. Depois de relutar, Audrey encontra no grupo de pais empatia, suporte, compaixão. Um pacote pronto de riso, choro, emoção.

Tully, que está no cinema, é um filme denso, intenso, sensível. Charlize Théron se entregou para o papel de uma mãe sobrecarregada, a espera do terceiro filho. Saí do cinema passada. Aos poucos, insights foram caindo. Eu adoro quando um filme me provoca reflexões em parcelas. Mas é o tipo de filme que não dá para falar muito se não corro o risco de contar o que não devo.

O que posso escrever é que Tully é um retrato muito honesto sobre a família contemporânea e o papel da mulher. Revela a maternidade como uma oportunidade ( difícil e inexorável )  de nos encontrarmos com nossa própria sombra. Coloca luz à MULHER por trás da mãe que amamenta, acarinha e ama aquele bebê. Tira o manto sagrado e descortina uma mulher cansada e suscetível à doenças mentais e emocionais. E disso, precisamos falar, ler, ouvir, debater, refletir.

Melhor parar por aqui, mas ia adorar ler o que você achou sobre o filme ou a série. Me conta? 

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Agora pega o balde de pipoca, senta no sofá e dá uma olhada nesses textos sobre o assunto:

1 #
Essa matéria da Refinery29 mostra como o filme Tully pode ajudar homens a ter mais empatia.

2 #
Reportagem da Lunetas sobre a série Turma do Peito, do Netflix. Sem spoiler, prometo.

3 #
Essa lista do Huff Post é do mês passado, mas traz algumas sugestões de documentários e filmes. 

Até a próxima,
Juliana


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# Newsletter: o banho com a Elisa

 

Quem nunca se trancou no banheiro e deu uma enrolada para prolongar o momento sozinha? Banheiro é lugar sagrado pra mãe, concordam? Espaço onde você se tranca para passar uns minutinhos no celular, ouvir música, tomar um banho tranquilo. Claro que para isso acontecer algumas regras tiveram de ser estabelecidas, né? Porque criança não entende banheiro como um local privado. Aliás, filhos sabem o significado da palavra privacidade? Desconfio que não.

 Quando é hora de ficar sozinha, quando é hora de se doar

Quando é hora de ficar sozinha, quando é hora de se doar

Pois Elisa, minha caçula que faz seis anos no próximo mês, resolveu que quer tomar banho comigo. Pediu uma vez. Eu deixei porque estávamos atrasadas para um compromisso. Pediu a segunda vez. O alarme do meu limite interno soou, mas acabei concordando. Durante o banho olhei pra ela, pra nossa interação, para aquele momento. E entrei no limbo materno: onde termina o meu espaço e começa o dela ? Estabelecer esse limite é fundamental pro nosso equilíbrio.

A dualidade é: quero ter o meu espaço de auto-cuidado, o meu momento sozinha, o meu silêncio. Mas quero também estar com ela porque daqui alguns anos ela não vai querer se ensaboar comigo no chuveiro. Qual é o tamanho da entrega? Qual é o tamanho da doação? Isso, só podemos decidir sozinhas, com uma escuta interna. Não tem manual nem mãe you tuber pra resolver por nós. Mais importante do que ceder ou recurar, é ouvir internamente o que você está querendo. 

Eu me ouvi. E decidi: banhos juntas apenas nos finais de semana. Ela aceitou e prometeu ensaboar todo o boxe. Nâo vejo a hora. 

Ju Mariz
 

#Newsletter: Criar filhos é passar de fase no videogame

Oi, Cos, Ju Mariz falando.

Outro dia uma amiga comentou: "criar filhos é como passar de fase no vídeo game." Ela quis dizer que quando a gente pensa que dominou o "esquema" com os filhos, as demandas mudam. Pulamos de fase, viramos a chavinha, ganhamos novos poderes. Concordo, Dani.

Photo by Pat Kwon on Unsplash

Minhas filhas têm 8 e 5 anos. A rotina mudou porque as duas estão na mesma escola. Ganhei tempo e melhorou a logística. A dinâmica entre elas também é outra. Interesses e assuntos convergem, o que gera união e também discussão. Minha abordagem está tendo que mudar também. E, obviamente, esse game não vem com manual.

E nós, manejando esse console, também sentimos novas ( ou velhas ) necessidades. A maternagem nesse estágio traz outros dilemas. Nossos anseios mudam ou ficam ainda mais latentes. Rolaram novas inquietações aqui dentro. Espero que alguém, desse outro lado aí, me entenda. :)

Uma dessas inquietações resultou em abandonar o home office. Trabalhava em casa há 8 anos. Sempre disciplinadinha e guardando alguns incômodos para debaixo do tapete da sala. Esse ano resolvi colocar a cara pra fora. Havia uma necessidade pessoal por mais inspiração e produtividade, necessidade de cuidar da coluna e, sim, uma sensação de que precisava cortar o cordão umbilical com as meninas (mais uma vez!). Tô feliz nessa nova fase do meu Atari particular. Espero que eu morra poucas vezes, consiga pular todos os obstáculos e encontre o pote de ouro no final da jornada. 

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Uma misturadinha de links para contar o que rolou por aí: :)

# Carga mental. Nesse post aqui uma mãe faz uma carta para o marido mostrando o quanto ela está cansada e precisando de apoio. O texto viralizou, obviamente. 

# Mães empreendedoras. Deu ruim para o Sebrae. Esse texto da Ana Bavon, da Feminaria, denuncia que mães empreendedoras não são bem vindas na Feira do Empreendedor, organizado pelo orgão. 

# Carreira. Nadine Gasman, da ONU Mulheres Brasil, fala sobre a importância de políticas públicas e privadas para promover uma vida melhor às mulheres. Aqui.

# Feminicídio. Somos o 5 país que mais mata mulheres no mundo. E como ficam as crianças,  vítimas invisíveis dessas agressões? Essa matéria explica

 

Estamos cansadas e precisamos falar sobre isso

Sábado passado, dia 10, tivemos um encontro para falar sobre CARGA MENTAL

Carga Mental são aquelas atividades e decisões que exercemos quase sem perceber. São praticamente invisíveis. Nos tomam tempo, consomem energia e geram um super cansaço. Nos reunimos para trocar ideia sobre isso, compartilhar sugestões, desatar alguns nós. Foi um encontro delícia e inspirador, como sempre. O bacana foi colher algumas dicas, que agora divido com vocês. 

 Quem se sente cansada põe o dedo aqui, que já vai fechar... 

Quem se sente cansada põe o dedo aqui, que já vai fechar... 

 

# A fotógrafa Dani Picoral, sócia da Saudades, galeria virtual de fotos, utiliza Trello para se organizar. Ela até nos mostrou o app, contou como facilita a rotina. Teve gente que já se inscreveu!

# Não importa se você é adepta da tecnologia ou prefere usar papel. O que vale é ser do jeito que funciona para você. Isso foi unanimidade no grupo.

# Lista de afazeres devem ser pequenas. Se você pega uma lista com cinco itens e consegue resolver três, tem uma sensação muito melhor do que conseguir liquidar três atividades em um rol de dez. Isso melhora a sensação de produtividade e alivia aquele sentimento de frustração. 

# Anote tudo o que faz. Muitas vezes temos aquela sensação de que não estamos avançando na "to do list", embora estejamos trabalhando, fazendo coisas. Isso acontece porque surgem uma porção de coisinhas que não estavam previstas: atender um telefonema, pagar uma conta atrasada, responder uns emails. Isso tudo toma tempo. E, ao escrever, você consegue ver como usou as horas, avaliar como pode se organizar de uma próxima vez, eliminar a sensação de frustração.

# "Pick your Fight" é o lema da fotógrafa Thais Shimidu. Ela acha que devemos escolher quais brigas travar. Selecionar qual batalha queremos entrar. E isso parece funcionar especialmente com os filhos. Thais escolheu desistir de se incomodar e brigar com os filhos por causa da bagunça e da "molhação" no banheiro após o banho. A escolha eliminou um cansaço mental enorme.

# O que tiver de fazer, faça de imediato. Tem de mandar o cheque pra escola do passeio, faça na hora que leu o comunicado. Tem de colocar a cartela de vacinação na bolsa, pegue e guarde na mesma hora que lembrar. Deixar a procrastinação de lado é um alívio. 

# Uma outra dica veio da coach Patrícia Ansarah. Outro dia, quando viu um prato usado pelo filho largado na casa, ela resolveu fazer diferente. Fez um bilhete para o filho como se fosse o prato. "Oi, eu sou o prato e gostaria que você me levasse até a cozinha etc" Ela resolveu uma questão persistente e chatinha com bom humor e criatividade. Quebrou um padrão. Provavelmente vai ter mais facilidade em atingir o objetivo. 

# Cultive sua rede. Cuide dela. Conte com ela. São essas pessoas que vão te ajudar, dividir o fardo com você, acolher. Seja sua família, vizinhos, pais de amigos da escola, grupo da malhação... Não importa. Forme um grupo com quem possa contar. Isso é libertador e alivia. 

# Escolha algo que te coloque em um estado contrário ao da carga mental: relaxado, leve e despreocupado. Pode ser correr, ler, meditar, pintar. Isso também foi unânime no grupo.: quem não tem uma válvula de escape, tem de escolher uma pra chamar de sua. 

Essas foram algumas das sugestões. E a sua? Mande pra gente no oi@comadre.me

#Newsletter: Baita dor nas costas

Oi, Cos, Ju Mariz aqui.

Janeiro me brindou com uma dor nas costas paralisante. Teve pronto socorro, injeção na veia, criança de férias em casa, braço formigando, trabalhos adiados, dor, remédio, apoio, vontade de gritar, tentativa de meditar, mau humor, (im) paciência, exames doloridos. Descobri uma hérnia. E entrei para o mundo das C7, espinha, vértebra, cervical, medula, nervo. A dor está 90% zerada. E agora estou mais atenta ao assunto, fazendo fisioterapia, mudando hábitos.

Durante a crise me encontrei com uma fisioterapeuta que me alertou da importância de sentar e se posicionar direito para trabalhar. Passou um filme na minha cabeça. Há oito anos eu sou free lancer. Nesse período tive duas filhas. Adotei, feliz da vida, a rotina nômade de trabalhadora autônoma com o computador no lombo. Trabalhei em diversos cafés da cidade, onde eu reparava apenas na qualidade do café e na belezura do espaço. Não pensava se mesa, cadeira, luz estavam adequados.

Uma outra fisioterapeuta deu muita ênfase à minha rotina materna. Ela também é mãe de dois e acho que sentiu empatia imediata. E comecei a reparar. Nós, mães, devemos ter propensão a sentir dor nas costas. Falo isso no sentido "figurativo da coisa": levamos tudo nos ombros. E também no físico, claro. Pode reparar ao redor. É mãe carregando mochila do filho, outra segurando um outro no colo, mãe com diversas sacolas de supermercado em um braço, o computador no outro.... 

Não quero dizer com isso que todas teremos dor nas costas. Não, você não terá. Mas fica uma lição: vamos nos cuidar mais. Por favor, cuidem-se com amor. 

Isso tudo dito, quero fazer um convite a vocês.

Vamos dar início, no próximo sábado, dia 10, à uma série de bate-papos. Queremos abrir espaço para a conversa, o compartilhamento de ideias, a troca de opiniões. Cada mês um tema diferente. Dia 10 vamos falar de CARGA MENTAL.

Estão todas convidadas para conversar sobre essa demanda exaustiva e muito pouco contabilizada. Como lidar com esses afazeres quase "invisíveis"? Decisões que tomamos entre um compromisso e outro? Qual artifício usar para que isso não mine nossa energia? Queremos ouvir vocês. E nada mais "inibidor de dor nas costas" do que uma roda de mulheres conversando, rindo, trocando ideias, se inspirando, não é?

Se tiver interesse, clique na imagem para mais informações.

 

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Manifesto 2018 - um pouquinho sobre quem somos e pra onde vamos

Oi, Comadres, Ju Mariz falando.

Um esboço do que seria o Co.madre surgiu quando me tornei mãe, em 2010. A maternidade me trouxe inseguranças, angústias, medos, desafios, quilos a mais, sono e uma incrível compaixão pelas mulheres que estavam na mesma situação que eu. Havia os aspectos emocionais, mas também os práticos: como conciliar tudo, como organizar a infra, como cuidar da carreira, como tocar os projetos…  

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Criação do nome, grupo no facebook, projetinho num pedaço de papel e primeiros textos aconteceram em 2013. Imaginava que seria apenas um lugar onde pudéssemos postar conteúdo e trocar ideias. De repente, estava encarando o Co.madre como empresa. Ousava até dizer que eu era empreendedora. O fato é que com isso fui atrás de cursos, pessoas, autoconhecimento. Se o Co.madre acabasse hoje -- buáááá -- garanto que o processo que vivi e tenho vivido já teria valido super a pena.

Quando olho para trás vejo como o Co.madre evoluiu e como eu evolui. Desde 2015 minha irmã, Fernanda, é minha parceira na empreitada. Não só isso que mudou, óbvio. A trajetória do Co.madre segue uma evolução conceitual. Lá no começo eu achava que a grande questão a ser resolvida era a de ajudar a mulher-mãe a equilibrar maternidade e carreira para ela ser mais feliz. Engano. Esse equilíbrio não estava apenas nas mãos dela. A maternidade não é uma questão restrita à mulher. Sociedade, poder público, empresas, o companheiro (a) fazem parte desse cenário. Não dá para excluir nada. Vamos mirar nossa artilharia em tudo isso com as ferramentas que temos em mãos: encontros, postagens, textos, palestras, rodas de bate papo, e-books.

Mas o verniz do Co.madre é a empatia, o acolhimento, a compaixão. É dessa forma que conseguimos fluir. Nossa intenção é fazer projetos que acolham mães. Criar uma roda de conversa sobre carga mental ou um workshop sobre finanças pessoais vai ajudar, de alguma maneira, essa mãe? Ótimo. É isso que faremos.

Então, segue aqui um apelo. Se você acha que faz sentido pra você, que, de alguma forma, o que escrevi "cola" nos seus anseios, vem com a gente. Estamos no virtual -- com site, grupo no face, instagram, newsletter -- mas adoramos um olho no olho. De preferência com bolinho e café. ;)

Nossa espinha dorsal é essa aí. Mas a vida é fluida. A gente constrói juntas, muda a rota, pega atalho e está entusiasmada com o que 2018 nos reserva.

# Seguiremos com a Consultoria Coletiva, nosso projeto que ajuda mulheres a empreender dando "inputs" e insights. A próxima será no dia 1 de fevereiro e já já contaremos mais por aqui.

# Teremos uma segunda turma do grupo de Mindfulness com a Fabiana Saes logo em fevereiro. Infos daqui a pouquinho.

# E faremos rodas de conversas, informais e inspiradoras, sobre diversos temas. Queremos falar, escutar, compartilhar.

E estamos planejando muitas, muitas outras novidades.

Obrigada por estar conosco. De coração.  

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz

#Newsletter: e quando alguém diz que nada vai mudar?

Oi, Cos, Ju Mariz falando. 

E quando alguém fala para você que as coisas não vão mudar? Você pára ou segue em frente?

  Photo by  Ross Findon  on  Unsplash

 Photo by Ross Findon on Unsplash



Estava jantando com meu marido. Sem filhos, sem horário, sem pressa. Tinha vinho, couvert e vela na mesa. O papo estava bom. Não lembro exatamente o que nos levou a conversar sobre paternidade ativa, geração anterior a nossa, patriarcado quando ele soltou a pérola: você sabe que isso não vai mudar, não é? Ele se referia à postura dos homens diante dos filhos. Foi objetivo como sempre é, qualidade que, naquele momento, me fez tomar o restante do vinho numa golada só. Respirei. E comecei a colocar os pensamentos nos devidos escaninhos.

Importante fazer aqui uma ressalva: eu e ele somos opostos. Eu sou emocional,cardíaca, otimista incorrigível. Ele é prático, pragmático, objetivo. Aprendo muito com seu olhar diante do mundo. E sei que o oposto também é verdadeiro. Tem horas que esfregar a realidade na minha cara é um remédio amargo, mas necessário. Em outros momentos preferia que ele me deixasse sonhar feito Poliana.

Mas esse não é um texto sobre minha vida sentimental, certo? É sobre saber como agir quando tomamos um banho de água fria. “As coisas não vão mudar”, disse ele. E aí ?

Seguimos? Desistimos? Paramos? Esperamos?

Decidi continuar. Porque ali na minha frente estava minha micro revolução. Meu marido é o melhor pai que ele pode ser. Ele ouve minhas demandas de mãe e mulher. Ele reflete, acata, concorda, discorda, aprende, ensina. Se não posso mudar o mundo, fico feliz em impactar o homem que divide o couvert comigo.

Então, se alguém falar pra você que nada vai mudar, não desanime. Vem com a gente porque grandes mudanças são feitas também de micro revoluções.

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 LINKS CHEIOS DE MICRO REVOLUÇÕES

Fathers é uma revista polonesa com projeto gráfico bonito e conteúdo que discute a paternidade consciente. Quer conhecer? Clica aqui.

= Dá uma olhada no blog Amaezonia. É feito por duas portuguesas que contam sobre a maternidade real além-mar. Divertido e honesto e já resultou em um livro.

=  Ignacio Socias, diretor de relações institucionais da International Federation for Family Development, defende longas licenças de maternidade e paternidade, contratos de trabalho flexíveis para mães e remuneração para donas de casa. Ele deu uma entrevista ao Estadão que vale a pena ler. Aqui.

Seguimos!
Ju Mariz e Fe Mariz


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